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VACINAS SÃO 100% SEGURAS? CONHEÇA MITOS E VERDADES SOBRE IMUNIZAÇÃO

Atualizado em: 06/07/2018 às 12h32

Entenda melhor com explicações de especialistas sobre o assunto. Com a lista do Ministério da Saúde com os 312 municípios no país que têm cobertura vacinal abaixo de 50%, as dúvidas sobre vacinação ressurgiram. O CORREIO ouviu especialistas e elaborou questões a respeito do assunto, separando o que é mito e o que é verdade. Confira:

 

– O funcionamento do fígado pode ser prejudicado pelas vacinas.

 

MITO – O único efeito que as vacinas têm sobre o fígado é a proteção! “A vacina contra a Hepatite B protege contra doenças do fígado. Vacina não provoca lesão hepática e nenhuma doença no fígado”, afirma o infectologista Fábio Amorim, coordenador médico do Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie) do Hospital Couto Maia e responsável médico pela imunização do Hospital São Rafael.

 

– Crianças saudáveis, que têm alimentação balanceada e brincam na terra, já têm anticorpos suficientes e não precisam de vacina.

 

MITO – A vacina previne contra doenças futuras que podem acontecer, como sarampo, poliomielite e meningite, mesmo nas crianças que estão saudáveis. “A proteção do indivíduo não é suficiente contra muitas doenças. O sarampo, por exemplo, pode matar, e os riscos de ter reação vacinal são muito menores”, diz o infectologista e responsável pelo serviço técnico de vacinas do Laboratório Sabin, Claudilson Bastos.

 

“A criança pode estar protegida do ponto de vista bacteriano, mas a proteção imunológica só é adquirida através de vacina. O que protege a criança contra meningite é o fato dela ter sido vacinada, e não ela estar brincando na areia”, acrescenta o infectologista Fábio Amorim.

 

– O vírus atenuado, presente em algumas vacinas, pode estimular a manifestação da doença.

 

VERDADE – A afirmação só vale para quem está com baixa atividade do sistema de defesa do corpo, as pessoas chamadas imunossuprimidas. Ou seja, quem é portador de doença imunossupressora, como o HIV, ou paciente que toma remédio com efeito imunossupressor, deve procurar o médico antes de tomar vacina, porque há risco de o vírus retornar para a forma selvagem e induzir ao desenvolvimento da doença.

 

“Mas eles têm contraindicação formal para evitar esse tipo de situação. Para as outras pessoas, se o vírus está atenuado, ele não oferece risco”, diz Fábio Amorim, coordenador médico do Crie do Hospital Couto Maia e responsável pela imunização do Hospital São Rafael.

 

Na Bahia, 78 municípios tiveram menos de 50% do público-alvo vacinado contra a Febre Amarela em 2017, segundo dados do DataSUS. “A mortalidade por Febre Amarela chegou a 40% no Brasil [no último surto]. Com certeza a mortalidade pela vacina é significativamente menor. Se as pessoas tivessem sido imunizadas, elas não chegariam a essa gravidade e a óbito”, explica o infectologista e responsável pelo serviço técnico de vacinas do Laboratório Sabin, Claudilson Bastos.

 

– O comportamento da criança muda depois de tomar vacina.

 

MITO – O incômodo provocado pela vacina pode provocar irritabilidade, mas o efeito passa em poucos dias. “Pode ocorrer uma irritabilidade nos dias seguintes à vacinação por dor ou febre, mas não há alterações permanentes de comportamento”, explica a hematopediatra Tatiane Martins.

 

– Comparando as reações causadas pela vacina e os efeitos das doenças em crianças não protegidas, o melhor é vacinar!

 

VERDADE – As reações graves às vacinas são raras. Assim, a máxima “é melhor prevenir que remediar” continua valendo. “Sem dúvida, o prejuízo de não vacinar é muito maior do que vacinar. É mais provável que uma criança não vacinada contraia uma doença grave do que uma vacinada tenha reação grave”, diz a pediatra Tatiane Martins. Os efeitos adversos são informados pelo agente de saúde no momento da vacinação.

 

– É melhor dar vacina pela manhã que no final da tarde.

 

VERDADE – E o motivo é prático, não médico: se a criança tiver alguma reação ao imunobiológico, a observação é mais fácil durante o dia que quando ela estiver dormindo. Assim, o efeito também pode ser atenuado mais rapidamente. “Fica mais fácil tomar uma providência, caso a criança tenha alguma necessidade”, explica o infectologista Fábio Amorim.

 

– Vacinas são 100% seguras.

 

MITO – A vacina é um processo infeccioso controlado, que é promovido para garantir a proteção do indivíduo. Mas ela não é inofensiva. “Quando expomos o paciente à vacina, a gente mimetiza o processo da doença de forma branda, para que o paciente produza anticorpos para se proteger”, diz o infectologista Fábio Amorim.

 

O risco de a pessoa ser exposta ao vírus atenuado ou inativado garante que ela produza anticorpos para se proteger da invasão da doença. Por isso, o resultado que a vacina promove é muito melhor que o risco do adoecimento, como explica Fábio Amorim.

 

“Alguns paciente reclamam dos efeitos, mas os problemas desencadeados pelas vacinas são menores e mais fáceis de conduzir do que a doença da qual a vacina protege. A vacina da poliomielite pode provocar diarreia, mas esse efeito é muito menos danoso que ter uma criança neuropata ou com paralisia infantil”, explica o coordenador médico do Crie do Hospital Couto Maia e responsável pela imunização do Hospital São Rafael.

 

– As primeiras vacinas causam alergia a proteína do leite e a ovo.

 

MITO – A criança pode ter alergia aos componentes da vacina, mas não é a vacina que desencadeia o processo alérgico. “Existem crianças que têm alergia a leite e outras que têm alergia a ovo, por exemplo, e para elas existem vacinas especiais”, diz o infectologista Fábio Amorim.

 

– Vacina contra sarampo causa autismo.

 

MITO – Essa relação não existe. A história surgiu a partir de um artigo científico publicado em 1998 na revista inglesa The Lancet. “Isso ganhou grandes proporções. A pesquisa foi questionada, mas o que fica no inconsciente coletivo é a associação”, explica Ramon Saavedra, coordenador estadual de imunização.

 

Posteriormente, foi comprovado que o autismo não tem relação alguma com a vacina e que autor Andrew Wakefield fraudou dados para provar sua hipótese. A farsa foi descoberta, o pesquisador foi banido da comunidade científica, mas a mentira continuou sendo propagada.

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