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Vacinação Ainda É Melhor Forma De Prevenir Doenças, Afirmam Especialistas

Atualizado em: 02/11/2017 às 23h23

 

Embora no Brasil o movimento antivacina seja tímido comparado a outros países, há pais que defendem que se a doença está controlada, a criança não precisa da imunização. No entanto, especialistas criticam essa atitude e reforçam a importância da vacina.

 

Pediatra Marcos Junqueira de Lago, do departamento de Infectologia da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria), afirma que a decisão dos responsáveis de não dar vacina é “egoísta e irresponsável”.

 

Já que uma doença pode estar controlada no Brasil, mas não no resto do mundo. Dessa forma, a criança pode trazer o vírus de uma viagem e contaminar muitas outras pessoas. A única doença erradicada no mundo e que não precisa de vacina é a varíola.

 

O hematologista do Hospital São Vicente de Paulo Alexandre Mello explica que a necessidade de vacinas não se baseia na incidência, e sim, “no potencial de morbidade e mortalidade de uma doença”.

 

Todas as doenças hoje consideradas pelos simpatizantes do movimento antivacinação como de baixa incidência já foram grandes problemas de saúde pública. Vacinam-se as crianças, cai o número de casos novos da doença, e então, passo a considerar que se trata de uma doença de baixa incidência.

 

Criança que não é imunizada “está suscetível a contrair mais doenças infecto-contagiosas, tanto virais quanto bacterianas”, afirma a pediatra do Hospital Leforte Denise Bedoni.

 

Ela também irá desenvolver complicações mais graves decorrentes de alguma delas. É alta a incidência de internações de crianças com catapora que desenvolvem pneumonias e até meningites decorrentes da doença, dependendo da resistência imunológica de cada uma. Nós pediatras orientamos aos pais sobre a importância de prevenir doenças graves em um país tropical com grande variedade de vírus e bactérias.

 

No caso do sarampo, por exemplo, o hematologista explica que dados internacionais mostram que em cerca de 30% dos casos, a criança desenvolve alguma complicação, como pneumonia (a maior causa de morte em crianças pequenas com sarampo), otites em cerca de uma em cada 10 casos (podendo causar surdez permanente) e diarreia em cerca de 8% dos casos. Para cada 1.000 crianças com sarampo, uma ou duas morrerão por consequência direta da infecção.

 

O sarampo pode ainda levar gestantes ao abortamento, trabalho de parto prematuro ou a terem bebês com baixo peso ao nascimento.

 

“Criança portadora de uma doença contagiosa pode representar um risco para seus contactantes”, diz Mello.

 

Creches e escolas, por exemplo, são locais de intenso contato entre as crianças, onde a transmissão de um vírus de contágio respiratório, por exemplo, é muito facilitada. Não se deve esquecer também que vacinas obedecem a calendários recomendados por órgãos técnicos, e que no caso da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), por exemplo, a primeira dose só é oferecida aos 12 meses de vida. Ou seja, no primeiro ano de vida, o risco de contrair essas doenças é considerável.

 

Alimentação saudável não substitui vacina

Apesar de a alimentação saudável ser capaz de fortalecer o sistema imunológico, a prevenção contra agentes infecciosos só pode ser remediada de duas formas, explica o hematologista.

 

Por contato com o micro-organismo, que implica muitas vezes em desenvolver a doença e correr seus riscos, ou por vacinação. O bom estado nutricional, curiosamente, é muito importante para que o sistema imunológico da criança possa responder adequadamente às vacinas. Crianças desnutridas podem não desenvolver anticorpos adequadamente quando vacinadas.

 

Fonte: R7

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