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Vacina Contra H1N1 Está Em Falta E Custa Mais Caro

Atualizado em: 02/11/2017 às 23h27

 

A procura pela imunização contra o vírus H1N1 da gripe nas clínicas particulares de Belém segue intensa e gera uma especulação nos preços, que oscilam entre R$ 135; R$ 150 e até R$ 190 a dose. A alta nos preços se dá exatamente pela falta da vacina em alguns estabelecimentos particulares. Na manhã de ontem, a reportagem encontrou grande movimentação em uma clínica na Braz de Aguiar, em Nazaré, e em um laboratório na travessa Mauriti, no Marco. Em Belém, onde já morreram três pessoas e há um quarto caso de óbito sendo analisado pela Secretaria do Estado de Saúde, a vacinação gratuita nos postos de saúde só se iniciará no dia 18, segundo anunciou na última terça-feira o secretário de Saúde, Vitor Mateus, antecipando em apenas 12 dias a campanha nacional.  A Sespa anunciou dias diferentes para o início da imunização no Estado. Até amanhã, 15, as regiões oeste, sul e sudeste devem começar a imunização. Poderão tomar a vacina gratuitamente na rede pública os idosos, crianças de seis meses a cinco anos, gestantes, mulheres no período de 45 dias do pós-parto, pessoas com doenças crônicas (respiratórias, cardíacas, renais, hepáticas, neurológicas), obesidade, diabetes, asma, hipertensão e HIV, pacientes com câncer e transplantados, profissionais da área de saúde, indígenas, detentos e funcionários do sistema carcerário.

 

Mãe de Nicole Gabriele, de 9 meses, a autônoma Viviane Valéria Xavier de Oliveira, 33 anos, reclamou do valor da dose na clínica particular da avenida Nazaré, onde ela havia consultado a filha pelo plano de saúde. “Quando entrar a campanha, eu vou fazer no posto, porque aqui, particular, é caro, eu acredito que deve ser mais de 100 reais a dose’’, palpitou, sem saber que a clínica em questão cobra R$ 135 pelo antivírus, mas há uma semana não tem a vacina.

 

‘’Nós vamos receber nova remessa dia 22 agora, é a previsão que o laboratório nos deu. Chegou, mas acabou, a procura é grande’’, informou a supervisora de atendimento da clínica particular, Isadora Valente. Ela não soube quantificar o número de vacinas que a clínica comprou e aplicou, mas assegurou que mais de mil pessoas foram imunizadas no local. De acordo com Isadora, somente depois que a nova partida chegar, a clínica definirá como será o atendimento ao público. “A gente vai definir se será por hora de chegada, agendada, porque a demanda é intensa. Está disparada, sem dúvida, se compararmos com as outras que o bebê precisa fazer, a exemplo da BCG, Hepatite B, Rotavírus’’,  disse a supervisora de atendimento.

 

A pedagoga Soelma Castro, 30 anos, pagou R$ 190 em um laboratório em Ananindeua, que tem mais três unidades em Belém, uma delas na travessa Mauriti, no Marco. “Como estamos no inverno e eu moro numa área muito arborizada, fiquei com medo de ela ficar resfriada; para não correr o risco, corri para vacinar no particular, embora eu não concorde com o preço, mas …’’, desabafou Soelma, mãe de Isadora, de apenas 23 dias. “Eu não tive problema para pagar, mas com certeza muitas mães não conseguem’’, disse ela. O comerciante Paulo César, 42 anos, também se queixou do valor. ‘’Eu vim consultar a neném, e a médica disse que vacina só a partir do dia 22. A gente vai tentar outros lugares. Eu acho que tinha de ser gratuito em todo lugar. O governo deveria facilitar e não encarecer. Tenho só ela de bebê, meu outro menino tem 11 anos. A gente como pai fica preocupado, porque é um surto, e a vida da criança está em jogo, porque a gente sabe que pode evoluir e tem gente que já morreu’’, declarou Paulo César, pai de Paula Beatriz de 1 ano e meio.

 

Para a estudante Mariana Nasser Arouca Lamas, 25 anos, esposa de um empresário e mãe de Enzo, de 1 mês e 6 dias, o gasto com a vacina será alto. “A médica disse que para proteger meu bebê, eu tenho de garantir vacina para todos que convivem com ele. Então, são eu, meu marido, minha mãe, a empregada, uma enfermeira e a babá. Uma fortuna, mas nós vamos tomar, a vacina está em falta em todos os lugares’’, disse Mariana.

 

Diretor geral do Procon Pará, Moisés Bendahan disse que não há registro de denúncia nem reclamação contra os valores cobrados pelas clínicas e laboratórios particulares quanto à vacina contra a gripe Influenza. Ele observou que é preciso que o consumidor atente para não cair em propaganda enganosa. E enfatizou que o Procon não intervém nos preços estabelecidos pelo mercado. Em caso de registro de denúncias, disse Bendahan, o órgão vai apurar o porquê do valor cobrado. “É preciso verificar o preço cobrado pelo laboratório fornecedor, a quantidade que está sendo comprada pela clínica, porque existe uma relação entre quantidade e preço, enfim, temos de investigar para saber se está havendo abusividade ou não’’, afirmou.

 

Fonte: O Liberal

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