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Vacina contra a dengue também pode funcionar contra a zika

Atualizado em: 01/02/2018 às 14h25

vidro com sangue para analise

 

Segundo estudo, a vacina contra o vírus da dengue também pode servir para prevenir as contaminações causadas pelo zika vírus. Divulgado recentemente pela revista Nature Communications, o estudo identificou o tipo específico de linfócitos T do sistema imunológico que é capaz de defender o organismo de ambos os vírus. Este estudo foi realizado por pesquisadores do Instituto La Jolla para Alergias e Imunologia, nos Estados Unidos.

 

“Em algumas partes do mundo, o zika vírus atua quase como uma infecção secundária. Ou seja, ela começa durante ou depois do tratamento de outra. Se propagou pelo Brasil e América Latina, e se move para locais da Ásia, onde as pessoas tinham contraído antes a dengue”, ressaltou a imunologista Sujan Shrseta, coordenadora do estudo, em um comunicado do instituto que informa que a descoberta pode ter profundas implicações nos esforços para fabricar uma vacina efetiva contra o zika vírus.

 

As vacinas têm o objetivo de combater tanto a dengue quanto a zika

 

Ainda segundo Sujan Shrseta, a pesquisa sugere que é possível produzir vacinas que tenham como objetivo combater tanto o vírus da dengue quanto da zika. “Elas são desenvolvidas para induzir uma resposta efetiva dos linfócitos T e dos anticorpos para proteger as pessoas dessas regiões”, contou Sujan.

 

Para desenvolver uma vacina efetiva contra o zika vírus, os pesquisadores primeiro infectaram ratos geneticamente vulneráveis a essa família de vírus, com uma cepa de dengue. Os ratos se recuperaram após terem ficado doentes, por isso adquiriram imunidade contra a dengue, dado que seu sistema imunológico aprendeu a mobilizar linfócitos B e T contra essa agressão.

 

As vacinas conseguiram uma resposta suficiente

 

Após esse passo, os cientistas comprovaram que os efeitos do vírus da zika nesses ratos – que previamente tinham contraído dengue – eram menores tanto nas células sanguíneas quanto em tecidos do cérebro e do fígado.

 

As vacinas mais potentes conseguiram imitar ambos os mecanismos, se bem que a maioria delas – 26 das 28 aprovadas para uso humano – têm como função estimular os linfócitos B, uma resposta que na maioria dos casos é suficiente.

 

Sujan e seu grupo consideram que as vacinas dirigidas ao mesmo tempo ao segundo sistema de proteção, podem proporcionar uma nova via de ataque contra patógenos que se mostraram intratáveis até agora.

 

As respostas imunológicas do corpo

 

Quando um patógeno ataca o organismo, o corpo inicia dois tipos de resposta imunológica para tentar neutralizá-lo. Primeiro, os linfócitos B começam a segregar certas proteínas que se entrelaçam com os patógenos que penetraram no sangue e nos tecidos e contribuem para desativá-los. Ao mesmo tempo, é ativado um segundo sistema de proteção no qual linfócitos T citotóxicos identificam e eliminam as células que foram infectadas por microorganismos.

 

“Estas experiências sugerem que a razão pela qual algumas pessoas infectadas com zika não acabam desenvolvendo a doença é porque já tinham sido previamente expostas à dengue. Isso poderia explicar porque a zika não é transmitida aos filhos de todas as mulheres grávidas em países nos quais a dengue é endêmica”, afirmou Sujan.

 

Fonte: EFESaúde

 

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