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Surtos Acendem Alerta Contra Caxumba

Atualizado em: 02/11/2017 às 23h56

 

Três episódios de surto de caxumba ocorreram em Salvador este ano, segundo a Secretaria da Saúde do município (SMS). No total, 32 pessoas apresentaram os sintomas da doença entre o mês de fevereiro e esta quarta-feira, 18, na capital baiana. Em Vitória da Conquista, foram registrados 27 casos.

 

A ocorrência mais recente foi na empresa de telemarketing Contax, no Comércio, onde 17 funcionários foram diagnosticados com a infecção viral aguda, caracterizada por febre e aumento de volume de uma ou mais glândulas salivares.

 

Segundo a gerente do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância e Saúde da SMS, Ana Paula Pitanga, após o ocorrido, foram feitas visitas domiciliares para verificar se as pessoas que tiveram contato com os doentes já haviam sido vacinadas. A SMS ainda informou que agenda visita no local de trabalho para checar como estão outros funcionários.

 

Em 28 de abril, ocorreu a segunda notificação, também na Contax, na sede da Boa Viagem, na Cidade Baixa, onde foram registrados nove casos. Neste episódio, a SMS esteve no local de trabalho, mas ainda agenda visitas domiciliares.

 

Aline Oliveira, uma das funcionárias que contraírem a doença, relatou que sentiu o inchaço proveniente da caxumba em 16 de março. “No mesmo dia procurei um médico, que pediu um exame de sangue, mas não conseguiu diagnosticar a doença. No outro dia, havia piorado e consultei novamente o médico, refizemos o exame de sangue e um ultrassom. Ele me receitou antibióticos e eu fiquei oito dias em casa, para me recuperar”, contou Aline.

 

Por meio de nota, a Contax informou ter acionado “imediatamente a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), tomando todas as providências cabíveis, assim que tomou conhecimento dos casos de caxumba entre os funcionários”.

 

A Anvisa, por sua vez, realizou os procedimentos necessários para mitigar o caso por meio da aplicação de vacinas, ainda conforme a nota emitida pela Contax.

 

Terceiro surto

Apesar de não notificado à SMS, o terceiro episódio de surto na capital ocorreu na Escola São José, no Bonfim. Segundo a administradora Carina Pontes, cinco alunos da mesma turma do fundamental II e um de outra sala tiveram a doença – o primeiro caso no final de fevereiro.

 

“As crianças ficavam afastadas até melhorarem. A gente foi até as salas e orientou que quem tivesse sintomas evitasse vir à aula”, contou Carina.

 

Para Ana Paula, da SMS, os casos podem ser considerados surtos em espaços limitados: “Surto é quando acontece num local limitado. Foi um aumento do número de casos naquela empresa. A caxumba não faz parte da lista de doenças com notificação obrigatória  pelo Ministério da Saúde”. Segundo ela, não há motivo para preocupação. “As pessoas não devem ficar preocupadas. As medidas de controle já foram adotadas”, acrescentou.

 

Causada pelo paramyxovirus, a caxumba é transmitida por via aérea, pela disseminação de gotículas ou contato direto com saliva de pessoas infectadas.

 

Para a infectologista Glória Teixeira, é importante que o órgão de saúde realize  bloqueio vacinal, que consiste em imunizar  quem teve contato com doentes. Para quem já estiver vacinado, não é necessário: “É preciso evitar que se propague”.

 

A prevenção apontada pela Sesab é tomar  vacina disponível em postos de saúde dos municípios: a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e a tetraviral (rubéola, caxumba, sarampo, varicela).

 

Segundo a Sesab, em 2015, houve um surto no município de Dário Meira, com 15 casos, atendidos na Unidade de Saúde da Família local. “Foi realizada busca de novos casos, bloqueio vacinal e isolamento respiratório”, informou, em nota. Em Vera Cruz, houve o relato de dois casos em Cacha Prego.

 

Fonte: Uol

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