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Síndrome Respiratória Cresce Em Belém

Atualizado em: 02/11/2017 às 23h14

Saltou de 29 para 40, em menos de semana, o número de casos notificados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) ou pneumonia atípica, em Belém. Os dados se referem ao período entre 30 de março e 5 de abril, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) e incluem as mortes por Influenza A/H1N1 de duas crianças menores de dois anos, confirmadas no último dia 5. A partir das notificações, foram confirmadas oito ocorrências, sete de Influenza A/ H1N1 e um de metapnemovírus, na cidade. Os últimos dados relativos à doença, do início de janeiro a 30 de março, indicavam que Belém concentrava o maior número de casos de SRAG, 29, tendo sido confirmados 4 casos para Influenza A H1N1 e 2 para metapneumovírus.

 

Nesse período, em todo o Estado, foram notificados 37 casos de SRAG, com confirmação de 4 casos para influenza A (H1N1), 1 para Influenza A Sazonal e 3 para metapneumovírus humano. Dos 29 casos restantes de SRAG, 21 tiveram resultado laboratorial negativo, sendo classificados como não especificados. Oito casos aguardam resultado.

 

Ainda segundo a Sesma, as crianças que morreram não fizeram a vacinação na última campanha e apresentavam doenças pré-existentes. A Secretaria de Estado de Saúde (Sespa) faz levantamento das informações no Pará para inseri-las em seu novo informe sobre a doença, cuja atualização deve ser divulgada até amanhã.

 

Incidência de chuvas pode acentuar o problema ao longo de abril e maio

Com o período das chuvas que ocorre na região Norte, a previsão de especialistas na área da saúde é que a gripe A ou Influenza se concentre mais nos meses de abril e maio. Com sintomas de gripe, pessoas que buscam atendimento médico em hospitais públicos e privados, em Belém, temem que, além de dengue, chikungunya e zika, possam ser acometidas por uma das variantes da Influenza, como A/H1N1 e A/H3N2.

 

“Já são três dias que sinto dores no corpo e na garganta, febre alta, tosse e tontura”, disse a estudante Ana Carolina de Souza, de 22 anos. “Tomei paracetamol em casa, mas os sintomas voltam e agora resolvi buscar atendimento médico porque tenho medo de várias doenças ocasionadas pelo aedes aegypti e também pela gripe A, como H1N1 e outras, que estão fazendo muitos casos também fora do Pará”. Ela procurou atendimento médico na Unidade Básica de Saúde da Pedreira, administrada pela Secretaria Estadual de Saúde (Sespa).

 

Na mesma unidade, Patrick Santos e sua mãe, Maria do Socorro, de 67 anos, também estavam preocupados com os sintomas que ela apresentava: dor constante na cabeça, febre, dores e inchaço nas juntas, náuseas e falta de apetite. “Estamos preocupados porque são tantas doenças que apresentam quase as mesmas características, que a gente sai da unidade sem o problema ser diagnosticado”, afirma Patrick Santos, que tem 33 anos e é administrador. “O que o médico faz é passar medicação, manda o paciente voltar pra casa e ficar em repouso. Acho que faltam mais esclarecimentos à população que ajudem a diferenciar essas doenças, que ocorrem mais nessa época de chuvas”.

 

Além da incidência de chuvas, o maior trânsito de pessoas oriundas de áreas de surto, nesse período, também representa uma acentuação no rsico, segundo a Sesma.

 

Independente da confirmação dos casos, o tratamento é feito em hospitais ou unidades de saúde que possuam urgência e emergência e com a medicação adequada, o antiviral Oseltamivir, que reduz a excreção do vírus e a gravidade da doença. ‘Também são observadas pessoas próximas ao caso suspeito. O paciente deve evitar circular em locais com aglomeração de pessoas e procurar manter as regras básicas de higiene, como limpeza constante das mãos e proteção da boca ao tossir ou espirrar.

 

Algumas empresas também contrataram clínicas particulares para vacinar seus funcionários, com receio de queda na produtividade. Existem dois tipos da vacina contra o H1N1: a trivalente e a quadrivalente. “Não existe uma melhor. As duas têm valor e atuam sobre o problema do mesmo jeito”, assegura a infectologista e professora da Universidade do Estado do Pará (Uepa) Consuelo Oliveira.

 

Matéria veiculada no Jornal Liberal, 07/04/2016, Atualidades

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