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SARAMPO, O SEGUNDO MAIOR ASSASSINO DA HISTÓRIA DA HUMANIDADE

Atualizado em: 22/04/2019 às 16h47

Em todo o Mundo, depois da varíola, o sarampo constitui-se a doença que mais vidas interrompeu: mais de 300 milhões de vítimas, principalmente crianças, somente no século XX.

 

Cerca de 40 anos após a introdução da vacina no Brasil a transmissão autóctone do sarampo foi interrompida, porém, surtos importados continuaram ocorrendo, sendo necessários grandes esforços para controlá-los. Após o longo surto de Pernambuco e Ceará, entre 2013 e 2015, o País voltou a receber o certificado de eliminação do sarampo em 2016. No começo de 2018 o vírus é reintroduzido no País através da fronteira de Roraima com a Venezuela, alastrando-se pelo Amazonas e vários outros estados, inclusive o Pará.

 

Sendo infecção altamente contagiosa – facilmente dissemina-se de pessoa infectada para outra não protegida – o controle do sarampo exige que a maioria da população esteja imunizada através de vacinação, ou, indesejável, pela infecção natural. Considera-se pessoa adequadamente vacinada aquela que recebeu duas doses da vacina separadas por um ou mais meses, no decorrer da vida.

 

Todo cidadão, para benefício próprio, de seus familiares e demais conviventes deve atualizar a vacinação para sarampo e todas as demais licenciadas pela ANVISA e recomendadas pelas sociedades médico-científicas brasileiras e internacionais. Desta forma estará assegurando sua saúde e vida, contribuindo para a erradicação dessa virose e aumentando a expectativa da duração da vida.

 

NBellesi, médico diretor da CLIMEP, especialista em infectologia, alergologia e imunologia clínica, CRM-PA 765, nbellesi@climep.com.br.

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