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SARAMPO – MINISTÉRIO DA SAÚDE INVESTIGA NOVO SURTO DA DOENÇA NO PARÁ

Atualizado em: 20/02/2019 às 09h40

Depois de mais de dois meses sem confirmar novos casos de sarampo no país, o Ministério da Saúde voltou a registrar o aparecimento da doença no município de Prainha, no Pará, o que coloca mais uma vez em risco o certificado de eliminação do vírus em território nacional que o Brasil obteve da Organização Pan Americana de Saúde (Opas), divisão da Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2016.

 

Diante disso, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, propôs em reunião nesta quinta-feira da Comissão Intergestores Tripartite (CIT) – que conta com representantes das secretarias estaduais e municipais de saúde, além do governo federal – um novo pacto sobre vacinação de forma a aumentar a cobertura vacinal e ampliar a imunização contra doenças que já haviam sido eliminadas ou erradicadas, como o próprio sarampo.

 

Atualmente, de acordo com o ministério, três estados (Amazonas, Roraima e Pará) estão com transmissão ativa do vírus por registrarem casos confirmados recentes, sendo que no Amazonas a última confirmação foi em 29 de novembro de 2018, e em Roraima, em 3 de dezembro de 2018. Já no Pará, antes dos de Prainha, os últimos casos tinham sido confirmados em 26 de novembro de 2018.

 

Ainda segundo a pasta, dados preliminares de 2018 apontam que, dos 5.570 municípios do país, 2.751, ou cerca da metade, não atingiram a meta de cobertura vacinal contra o sarampo, que é igual ou maior que 95%. Os dados são ainda mais preocupantes nos estados com a circulação ativa do vírus: no Pará, 83,3% dos municípios não atingiram a meta; em Roraima, o número chega a 73,3%; e no Amazonas, 50%.

 

– Nós vamos ter que refazer o pacto sobre vacina nesse país. O índice de vacinação está perigosamente baixo. Alguns estados dizem que está muito bom, mas enquanto todos os estados não estiverem com níveis elevados de vacinação os caminhos estarão abertos para a disseminação do vírus – alertou Mandetta.

 

De acordo com o ministério, até o momento em 2019 três casos foram confirmados laboratorialmente no município de Prainha, no Pará. Assim, desde o dia 4 deste mês uma equipe da pasta especializada em investigação de surtos está no Pará auxiliando o estado e municípios na apuração dos novos casos de sarampo. O trabalho consiste em investigar em detalhes o surto e identificar a cadeia de transmissão do vírus, verificando os deslocamentos e contatos com pessoas de outras regiões. Além disso, os técnicos do ministério auxiliam nas estratégias de intensificação vacinal local, apontando os bolsões de pessoas suscetíveis e áreas de não vacinados para uma chamada “vacinação de bloqueio” adequada.

 

Na reunião do CIT, o ministro da Saúde também reforçou a preocupação em relação à perda do certificado de eliminação de sarampo concedido pela Opas ao Brasil em 2016, com a necessidade de fortalecer ações conjuntas para interromper os surtos e impedir que se estabeleça a transmissão sustentada do vírus, isto é, por 12 meses consecutivos, o que supostamente deflagraria a decisão pelo organismo internacional.

 

– Com o baixo índice de vacinação e a reentrada do sarampo no Brasil, há o risco de perdermos o certificado de área livre da doença – disse. – Se o Brasil perde, as Américas perdem. Se as Américas perdem, uma pessoa não pode chegar e nem sair do continente sem a comprovação de vacina. Tem implicações muito grandes para todos os ambientes de negócios, para todas as instâncias turísticas, o que significa, em um mundo globalizado, restrições por questão sanitária.

 

De acordo com o último boletim epidemiológico sobre sarampo do Ministério da Saúde, datado de 24 de janeiro – e que não inclui os três casos recém-confirmados no Pará -, desde de fevereiro do ano passado, início do novo surto da doença no país, até 21 de janeiro último foram confirmados 10.302 casos no Brasil, a grande maioria no Amazonas (9.803) e números significativos em Roraima (355) e Pará (62), com os demais distribuídos por Rio Grande do Sul (46), Rio de Janeiro (19), Sergipe (4), Pernambuco (4), São Paulo (3), Bahia (3), Rondônia (2) e Distrito Federal (1). Além disso, informou a pasta, permanecem em investigação 50 casos suspeitos de sarampo no Amazonas, Roraima e Pará, sendo 33 deles notificados entre janeiro e início de fevereiro deste ano. O próximo boletim epidemiológico sobre sarampo do ministério, já com os novos casos confirmados no Pará, está previsto para ser publicado na quarta-feira da semana que vem.

 

PREVENÇÃO

 

A partir da união dos vírus enfraquecidos do Sarampo, Rubéola e Caxumba, a Triviral ou Tríplice Viral é tida como uma das vacinas mais seguras justamente por sua composição, que engloba alguns dos vírus mais comuns que atingem os seres humanos. A vacina também é composta da proteína do ovo de galinha e em alguns casos podem ter lactoalbumina – proteína advinda do leite da vaca.

 

Para os adultos, a indicação é que as duas doses obrigatórias sejam tomadas ao longo da vida. Já para as crianças, as recomendações segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) são de que a primeira dose seja tomada aos 12 meses de idade, e a segunda quando a criança estiver entre 1 ano e 3 meses e 2 anos de idade. Outra indicação é que o intervalo entre as doses seja de 30 a 60 dias.

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