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Saiba Onde O Câncer De Colo De Útero É Mais Comum No Brasil

Atualizado em: 03/11/2017 às 20h00

O câncer de colo de útero é o terceiro mais frequente entre as brasileiras (desconsiderando o de pele), atrás apenas do de mama e do colorretal. Em 2016, foram 16 340 novos casos, segundo o Instituto Nacional de Câncer. Mas o que chamou atenção durante um evento da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim) é o fato de essa incidência variar consideravelmente entre as regiões do nosso país.

 

“Há uma discrepância que pode ser explicada em boa parte por falta de uma vacinação adequada”, analisou o infectologista Monica Levi, presidente da Comissão de Revisão de Calendários e Consensos da Sbim, durante sua apresentação. Explica-se: esse tumor é causado exclusivamente pelo vírus HPV, que se espalha através das relações sexuais. E, hoje, uma das formas mais eficazes de evitar sua disseminação é a imunização de meninas e meninos.

 

Entretanto, por mais que as doses estejam disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) para ambos os sexos, a vacinação depende dos jovens e de seus pais. Ou seja, eles precisam ser levados ao posto para receber a injeção e voltar seis meses depois para o reforço. E, em regiões onde isso é menos estimulado (ou onde faltam vacinas), fica difícil seguir o protocolo adequado para se proteger dessa infecção cancerígena.

 

Há ainda uma questão de educação sexual. Embora os preservativos não anulem o risco de o HPV se espalhar, eles o reduzem consideravelmente. Isso significa que locais em que a preocupação com doenças sexualmente transmissíveis é baixa fomentam a multiplicação desse vírus.

 

“É curioso como todo mundo tem medo da febre amarela, mas nem liga para o HPV, que mata muito mais”, raciocina a infectologista Isabella Ballalai, presidente da Sbim. Faz sentido: o surto atual de febre amarela matou 162 pessoas até o dia 23 de março, enquanto todo ano cerca de 5 430 mulheres vão à óbito por causa do câncer de colo de útero. E olha que o HPV ainda causa tumores de cabeça e pescoço, no ânus e no pênis, por exemplo.

 

RANKING DE INCIDÊNCIA DE CÂNCERES FEMININOS EM CADA REGIÃO

Norte

1ª: Colo de útero

2ª: Mama

3ª: Colorretal

4ª: Estômago

 

Nordeste

1ª: Mama

2ª: Colo de útero

3ª: Colorretal

4ª: Traqueia, brônquio e pulmão

 

Centro-Oeste

1ª: Mama

2ª: Colo de útero

3ª: Colorretal

4ª: Traqueia, brônquio e pulmão

 

Sudeste

1ª: Mama

2ª: Colorretal

3ª: Colo de útero

4ª: Traqueia, brônquio e pulmão

 

Sul

1ª: Mama

2ª: Colorretal

3ª: Traqueia, brônquio e pulmão

4ª: Colo de útero

 

BRASIL

1ª: Mama

2ª: Colorretal

3ª: Colo de útero

4ª: Traqueia, brônquio e pulmão

 

E A MORTALIDADE POR CÂNCER DE COLO DE ÚTERO?

Já adiantamos: ela também varia entre as regiões brasileiras. No entanto, a explicação aqui envolve muito mais as idas ao ginecologista e a realização de exames preventivos, como o papanicolau e o teste de HPV.

 

Ao fazê-los com certa frequência — consulte um médico para adotar um protocolo mais personalizado —, a chance de pegar um eventual tumor no início, onde é muito mais facilmente tratado, aumenta demais. Se você esperar para surgirem sintomas como sangramento, provavelmente a doença já estará em um estágio mais avançado e letal.

 

Veja agora o ranking de mortalidade por câncer entre as mulheres:

Norte

1ª: Colo de útero

2ª: Mama

3ª: Traqueia, brônquio e pulmão

4ª: Estômago

 

Nordeste

1ª: Mama

2ª: Traqueia, brônquio e pulmão

3ª: Colo de útero

4ª: Colorretal

 

Centro-Oeste

1ª: Mama

2ª: Traqueia, brônquio e pulmão

3ª: Colorretal

4ª: Colo de útero

 

Sudeste

1ª: Mama

2ª: Traqueia, brônquio e pulmão

3ª: Colorretal

4ª: Estômago

 

Sul

1ª: Mama

2ª: Traqueia, brônquio e pulmão

3ª: Colorretal

4ª: Pâncreas

 

BRASIL

1ª: Mama

2ª: Traqueia, brônquio e pulmão

3ª: Colorretal

4ª: Colo de útero

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