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Sábado (13) Foi Dia D Contra O Aedes Aegypti No Pará

Atualizado em: 02/11/2017 às 22h40

Neste sábado (13), ocorre em todo país um mutirão de combate ao mosquito Aedes aegypti para convencer a população em ajudar na eliminação dos focos do inseto que transmite a dengue, a chinkungunya e o zika. No Pará, 6.275 pessoas estarão envolvidas na campanha, entre servidores públicos da área de Saúde do Estado, da capital e da União, Sociedade Brasileira de Infectologia, Sociedade Civil Organizada, profissionais da Defesa Civil, 35 agentes de saúde mirins da Fundação Pró-Paz e 4.700 militares da Aeronáutica, Exército e Marinha. A maioria estará nas ruas fazendo este trabalho.

 

A abertura oficial dos trabalhos acontecerá na praça Batista Campos, em Belém, a partir das 9 horas, com a presença do governador do Estado, Simão Jatene; do secretário de Estado de Saúde Pública, Vitor Mateus; do ministro do Planejamento, Valdir Simão, e de demais autoridades da saúde pública. Na sequência, as ações ocorrerão até às 13 horas, de forma simultânea, nas praças Brasil e da República, onde estarão disponíveis tendas com variada oferta de serviços à comunidade, com destaque aos testes rápidos para detecção de doenças sexualmente transmissíveis – a exemplo do HIV e hepatites B e C; entrega de lubrificantes e preservativos masculinos e femininos; aferição de pressão arterial e glicemia; orientação médica e instruções de combate ao vetor com entrega de folder e mais o check list com o slogan “10 minutos contra a dengue”, desenvolvido pelo Departamento de Controle de Endemias da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).

 

Em cada praça, as abordagens contarão com apoio dos profissionais das Forças Armadas, dos Agentes Comunitários e de Endemias da Secretaria de Saúde de Belém (Sesma), da Defesa Civil e da Sespa, que ainda manterá uma Sala de Situação no prédio do 1º Centro Regional de Saúde (1º CRS), na avenida Presidente Vargas, para o gerenciamento das ações de intensificação de combate ao mosquito.

 

Além das três praças, a campanha pelo Dia D em Belém contará com 13 pontos de apoio: mercado do Ver-o-Peso, Estação das Docas, Mangal das Garças, Terminal Rodoviário de Belém, Museu Emílio Goeldi, Bosque Rodrigues Alves, Aeroporto Internacional de Belém, Portal da Amazônia e nos cinco shoppings centers  – Pátio, Boulevard, Grão Pará, Parque e Castanheira. Em todos esses locais haverá rondas com abordagens que incluirão atividades de conscientização e instruções sobre todas as informações que a população precisa saber e agir para conter o avanço do Aedes aegypti. Um carro som com informações sobre a campanha também estará percorrendo os bairros Batista Campos, Jurunas, Cidade Velha, Souza, Marambaia, Pratinha, Umarizal, Val-de-Cans, Mangueirão e Maracangalha.

 

Em nota técnica, a Diretoria de Vigilância em Saúde da Sespa afirma que a campanha atende a convocação do Governo Federal para adesão à mobilização nacional. Há também a recomendação para que as gestões dos demais municípios realizem, neste sábado (13), visitação às residências e estabelecimentos comerciais no intuito de esclarecer sobre as maneiras ideais de eliminar criadouros do mosquito.

 

Nesse sentido, o slogan da campanha da Sespa pode ser útil ao recomendar que 10 minutos por semana são suficientes para afastar o perigo de possíveis criadouros em ambientes domésticos, a exemplo de calhas, entulhos, lixo e recipientes com água parada,como baldes e pneus ao relento. “É importante, no entanto, que a população crie esse hábito de repetir sempre essa estratégia em casa. Se fizer direitinho a limpeza, vai evitar que os ovos e as larvas se tornem mosquitos adultos, visto que esse processo dura entre sete e dez dias”, explica o médico Bernardo Cardoso, coordenador do Departamento de Controle de Endemias da Sespa.

 

A campanha pelo Dia D da dengue reforça ainda mais as estratégias que o governo estadual vem desenvolvendo desde o início de 2016, como a criação da Força Tarefa que inseriu o reforço inédito das Forças Armadas, Defesa Civil e Fundo para a Infância das Nações Unidas (Unicef), e a sala de situação na própria Sespa que monitora tanto a questão epidemiológica dos  casos de infestação predial, bem como ocorrências em relação às gestantes, e às questões relacionadas à microcefalia.

 

Segundo o mais recente informe epidemiológico, o ano de 2016 registrou no Pará, até o momento, 191 casos de dengue, cinco de Zika vírus e um importado de febre chikungunya. A estatística ainda informa que houve uma redução de 33,44% na quantidade de doentes com dengue no Estado em relação ao mesmo período de 2015, que registrava 287 confirmações.

 

Os vírus da dengue, chikungunya e zika provocam doenças com sintomas parecidos, como febre e dores musculares, porém com gravidades específicas. Das três, a dengue é a mais perigosa, pois pode ser causada por quatro sorotipos diferentes do vírus, que leva o paciente a apresentar febre repentina, dores musculares, falta de ar e fraqueza. A forma mais grave é caracterizada por hemorragias e pode levar à morte.

 

A febre chikungunya provoca principalmente intensas dores nas articulações. Os sintomas duram entre 10 e 15 dias, mas as dores articulares podem permanecer por meses e até anos. Complicações sérias e morte são muito raras. Já a febre por vírus zika leva a sintomas que permanecem por, no máximo, sete dias. A única morte ocorrida no Pará por zika foi a de uma menina de 16 anos, do município de Benevides, no Pará, anunciada pelo Ministério da Saúde em 28 de novembro de 2015. O tratamento para zika é de suporte ao paciente e correção de sequelas. Mas a Sespa ressalta que adota, em relação ao vírus zika, os mesmos procedimentos de combate à dengue e à febre chikungunya.

 

Fonte: Sespa

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