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Quem Vai Viajar Ao Exterior Deve Ter Sido Vacinado Contra Sarampo

Atualizado em: 02/11/2017 às 14h36

 

O sarampo é uma doença grave e altamente contagiosa, porque o infectado transmite o vírus pela tosse, espirro, fala ou beijo. As gotículas com o vírus também permanecem por algum tempo nos ambientes fechados, como escolas e transportes públicos. Além disso, a pessoa começa a transmitir antes de os sintomas aparecerem, ou seja, ainda sem saber que está doente. O vírus fica incubado por 7 a 18 dias. Depois desse período, há febre e aparece o exantema, isto é, manchas avermelhadas pelo corpo todo. Pode haver ainda tosse, coriza e/ou conjuntivite. A transmissão se dá cerca de cinco dias antes e cinco dias após o aparecimento das manchas avermelhadas. O sarampo manifesta-se igualmente em homens e mulheres. É mais comum nos primeiros anos de vida, mas pode ocorrer em qualquer idade. Toda pessoa com os sintomas descritos deve ir ou ser levada a um serviço de saúde para adequada avaliação. O diagnóstico é realizado por exame clínico e de sangue.

 

O tratamento é sintomático, ou seja, não há medicamento para curar a doença, apenas para controlar a febre (antitérmicos) e outros desconfortos. O paciente deve ficar isolado em casa, sem contato com outras crianças e adultos não vacinados; já a permanência em repouso vai depender de quanto está debilitado. Recomenda-se ainda que se mantenha bem hidratado e faça uma dieta leve. Após cinco dias, as manchas somem e a pessoa pode voltar à escola e/ou ao trabalho.

 

A doença pode levar a complicações sérias, principalmente em portadores de imunodeficiências, recém-nascidos c desnutridos. A mais frequente delas é a otite (infecção nos ouvidos) e a mais grave, a pneumonia. Raramente pode evoluir para encefalite ou levar à morte. Em gestantes, o vírus pode provocar aborto. A vacina contra o sarampo é a única medida preventiva e a mais segura. Toda criança, sem exceção, deve tomar duas doses da vacina: a tríplice viral (contra sarampo, rubéola e caxumba) aos 12 meses de vida e a segunda dose, a tetravalente (tríplice viral mais varicela), aos 15 meses de idade.

 

A proteção é para a vida toda, não havendo a necessidade de reforços periódicos. Mas, além das crianças, todos os adolescentes e adultos que não se lembram se foram vacinados ou não têm como comprovar doses que possam ter recebido anteriormente precisam tomar a tríplice virai. Praticamente todas as pessoas que estejam com mais de 55 anos tiveram sarampo devido às epidemias que ocorriam no Brasil no passado e não têm necessidade de se vacinar, porque a imunidade é ativa, ou seja, a doença não se desenvolve novamente. Recomenda-se a imunização também dos profissionais de saúde e da área de turismo, como motoristas de táxi, funcionários de hotéis e restaurantes, guias, entre outros, que têm contato frequente com viajantes de outros países ou Estados.

 

Desde o ano 2000, no Estado de São Paulo, por exemplo, não ocorrem casos de sarampo autóctone (originários da própria região), ou seja, todas as pessoas que tiveram a doença adquiriram o vírus cm outros lugares. Isso vem ocorrendo em vários Estados do País graças aos alertas e às campanhas constantes da vacinação. Nos postos de saúde, a vacina é gratuita.

 

Helena Keico Sato (CRM 48467), médica pediatra na capital paulista, é diretora de Imunização do Centro de Vigilância Epidemiológica Professor Alexandre Vranjac, da Secretaria de Saúde de São Paulo. hsato@cve.saudc.sp.w.w.br

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