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Prevenção Do Câncer: Não Permita Que Comece

Atualizado em: 02/11/2017 às 12h52

16apt14, Kathy D. Miller, Universidade de Indiana, EUA – Editores da Medscape recentemente pediram aos blogueiros regulares de oncologia para considerar uma questão muito simples: Se tivéssemos o poder de fazê-lo que única característica “calcificada” da cultura oncológica iríamos mudar? – Em outras palavras, que mudança levaria à maior melhora nos resultados?

 

Eu tenho uma resposta muito simples.  Precisamos esquecer o tratamento e nos concentrarmos na prevenção.

 

Minha razão para dizer isto é simples. Todo paciente que não desenvolve câncer, que não vem ao meu consultório para tratamento, é um paciente que não deve morrer de câncer. Mesmo com nossas melhores abordagens os tratamentos não serão eficazes para 100%, para todos, além dos custos e toxicidades que continuarão a ser um problema.

 

A prevenção pode parecer uma tarefa difícil, mas nós já sabemos como evitar pelo menos a metade dos tumores malignos que vemos em uma clínica oncológica geral de adultos. Precisamos eliminar o tabaco, o tabaco tanto inalado quanto o mastigado. Precisamos estimular nossos pacientes a se movimentarem e levá-los a voltar para dietas mais saudáveis, que incluem comida de verdade e menos alimentos processados ​​com excesso de gorduras, açúcares e todos os aditivos.

 

Precisamos levar nossos pacientes a recorrer a procedimentos de triagem, particularmente aqueles que podem ser usados ​​para a prevenção. Estou a falar de mamografia e colonoscopia. A colonoscopia, além de identificar precocemente doenças malignas, pode remover pólipos que dão origem a tumores malignos.

 

Precisamos aumentar o uso da vacinação para a hepatite B em todo o mundo, pois esta é a principal causa de carcinoma hepatocelular, e de vacinas para vírus do papiloma humano (HPV), uma das principais causas de câncer do colo do útero para nós nos Estados Unidos e do mundo em desenvolvimento.

 

Precisamos incentivar nossos colegas a incrementarem cuidados primários e assumir que a prevenção do cânceré um papel importante que lhes cabe estimular. Os cardiologistas estão anos-luz à nossa frente como uma comunidade a esse respeito.

 

Cardiologistas fizeram cardiologia preventiva – o tratamento da hipertensão, o tratamento da hipercolesterolemia, controle do diabetes – o pão e a manteiga da configuração geral da prática familiar da medicina interna. Nós tratamos da oncologia preventiva como se fosse algo de especial, como se fosse necessário um encaminhamento para uma clínica especializada para considerar o uso de tamoxifeno ou raloxifeno por uma mulher na pós-menopausa de alto risco, ou teste genético para uma mulher com alto risco de desenvolver câncer de mama, ou câncer de ovário. Temos clínicas separadas para a cessação de fumar, como se fosse uma atividade particularmente especial.

 

Quando você me fizer “Rainha por um Dia”, ou quando os editores de Medscape Oncology nos derem uma chance, proponho que o nosso foco deve ser na prevenção e não tratamento.

 

Para aqueles que acreditam que já estão focados na prevenção, deixe-me desafiá-los sobre isso. Considere a quantidade de dinheiro que o Instituto Nacional do Câncer gasta em prevenção vs tratamento. ASCO, a reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, está chegando. Dê uma olhada nas sessões orais sobre a prevenção do câncer. Confira os lugares vazios, e, em seguida, pense novamente se temos realmente dado à prevenção o foco que merece.

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