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Por falta de higiene, mil brasileiros têm o pênis amputado todos os anos

Atualizado em: 01/02/2018 às 14h29
Homem protegendo o pênisLimpeza inadequada do órgão está ligada a maiores chances de câncer na região

 

Por falta de higiene, cerca de 1.000 homens têm o pênis amputado parcial ou totalmente, todos os anos, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia -SBU. A grande causa é a falta de higienização adequada nessa região do corpo.

 

A limpeza correta da genitália evita infecções causadas por fungos e bactérias, diminuindo as chances do desenvolvimento do câncer peniano. “A higienização diminui as chances do homem obter o HPV [papilomavírus humano], vírus sabidamente relacionado ao desenvolvimento da doença”, afirma Alexandre César Santos, membro da SBU-SP.

As amputações são necessárias quando o câncer de pênis está em estágio avançado

 

Por isso, é essencial que o homem limpe a região com sabonete e água abundantes, removendo todas as secreções, principalmente as que ficam nas dobras na região do prepúcio. É importante atentar-se, também, à secagem correta da região, ou seja, usar uma toalha úmida para enxugar o pênis muitas vezes não resolve, é preciso utilizar uma seca ou papel higiênico.

 

Em relação aos pelos, Santos afirma que podem ser aparados, mas não devem ser removidos completamente. “Eles têm a função natural de manter a pele úmida e ajudar algumas glândulas que ajudam na hidratação local. Sua remoção pode resultar em abcessos ou foliculite”, diz o especialista.

 

Homens transexuais que já passaram pela cirurgia de mudança de sexo também têm chances de desenvolver câncer peniano. Portanto, essa população também deve se manter atenta aos sintomas.

Sinais da doença por falta de higiene

 

Os principais sintomas do câncer de pênis são pequenas feridas na glande, que, apesar de não doerem, são duráveis. Elas não somem mesmo com o uso de pomadas. O grande problema é que a grande maioria dos homens demoram em média um ano para procurar um especialista. Ou seja, só procuram ajuda medica quando percebem que problema está aumentando. Só que com isto, também aumentam as chance de uma amputação, por motivo da doença já ter se espalhado.

 

“Quando ele chega ao urologista, já está avançado, sem chance de preservação do pênis. Na maioria dos casos é necessário fazer a amputação parcial ou total, incluindo os testículos e gânglios da virilha e no abdome”, afirmou o urologista Marcelo Cabral Lamy de Miranda ao jornal Gazeta Online

Como se prevenir

 

A primeira medida a ser tomada é evitar a falta de higiene, limpando sempre o órgão com bastante água e sabão. Consultas de rotina ao urologista também são importantes. No entanto, há outras formas que podemos tomar para diminuir consideravelmente as chances de contrai a doença. Uma delas é a vacinação contra o HPV.

 

No Brasil, duas vacinas registradas e aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância e Saúde (ANVISA) estão disponíveis. São elas: a vacina quadrivalente, referente aos tipo de HPV 6, 11, 16 e 18, e a vacina bivalente, que oferece proteção contra os tipos 16 e 18.

 

Para saber um pouco mais sobre a Vacina contra o HPV, clique aqui.

 

Fonte: Revista Galileu

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