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Pará Registra Quatro Casos De H1N1 Neste Ano

Atualizado em: 02/11/2017 às 23h08

Trinta e sete casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) foram notificados no Pará em 2016, segundo a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). Quatro foram confirmados como influenza A (H1N1), um deu positivo para influenza A sazonal e três para metapneumovirus humano. Dos outros 29 casos, 21 tiveram resultado laboratorial negativo e oito aguardam resultado.

 

No ano anterior, os casos notificados de SRAG, no Estado, chegaram a 186, dos quais 12 foram ocasionados por H1N1. No mesmo ano, foram registrados 19 óbitos, tendo como causa básica a síndrome e somente um por H1N1. Belém foi a cidade paraense que concentrou o maior número de casos de SRAG: 29 casos, sendo quatro confirmados para H1N1 e 2 de metapneumovírus. Um óbito por H1N1 foi registrado na capital e teve como vítima uma criança de dois anos, tendo como fatores de risco doenças neurológicas crônicas e a ausência da vacina contra a gripe.

 

Este ano a doença volta a preocupar o Brasil por ter chegado mais cedo e já ter feito mais vítimas nos primeiros três meses que em todo o ano de 2015. Na opinião de especialistas, os riscos continuam. Devido ao período das chuvas, o infectologista e imunoalergologista Newton Bellesi explica que o primeiro semestre do ano é a estação preferida para a gripe chegar no Norte e Nordeste do País. Ele destaca, ainda, que o surto nessas regiões poderá se concentrar em abril e maio.

 

“Normalmente, nas regiões Sul, Sudeste e Centro Oeste, a estação da gripe coincide com o período mais frio, entre os meses de maio e agosto, e, inexplicavelmente, já fez tantas vítimas. Já nas regiões Norte e Nordeste o primeiro semestre do ano é a estação preferida para a gripe estar por aqui. Todavia, em 2016 a circulação do vírus tem sido menor, exceto nas últimas semanas, quando começam a surgir mais casos, alguns graves. Acredita-se que o surto deste ano se concentre nos próximos meses de abril e maio, com casos originários no Sul e Sudeste”, informa o médico.

 

 

Diante da possibilidade, é importante que a pessoa saiba diferenciar o resfriado da gripe, os quais apresentam sintomas que ainda confundem a cabeça de muita gente. “O resfriado é mais localizado nas vias aéreas superiores: nariz, ouvido e garganta. A pessoa fica com rouquidão, espirra, tem coriza, dor no ouvido, febre não acentuada e pode ficar na cama. Já a gripe, além dessas manifestações, a pessoa sente dor no corpo todo, cansaço fácil, náuseas, diarreia, tudo causado pela infecção viral chamada gripe, causada pela Influenza”, esclarece o infectologista. Ele diz que, para combater a doença, o ideal é a vacinação a cada seis meses.

 

Para este ano, o Ministério da Saúde programou a campanha de vacinação no período de 30 de abril a 20 de maio, com doses da vacina tríplice, que protege contra os vírus Influenza B, Influenza A/H3N2 e A/H1N1, para gestantes, idosos e pessoas com comorbidades, que têm mais risco de adoecer. Adotar alguns hábitos de higiene também aajudam a prevenir, mas o médico frisa que a melhor saída é a vacinação.

 

“Quanto maior o número de pessoas vacinadas em uma família, escola, ou trabalho, menor a circulação do vírus”, acrescenta o médico. “Além disso, a pessoa imunizada não hospeda e não transmite o agente de infecção e de doenças correspondentes, protegendo indiretamente os não imunizados”. Ele disse, ainda, que uma clínica particular já começou a oferecer, em Belém, a vacina quadrivalente, que protege contra AH1N1, AH3N2 e dois tipos da Influenza B, indicada para pessoas de todas as idades, a partir dos seis meses.

 

Fonte: O Liberal

 

A gripe do vírus influenza já atacou no Sul e vem se espalhando por todo o Brasil

 

A gripe chegou mais cedo no Sul do Brasil. Normalmente, nas regiões Sul, Sudeste e Centro Oeste, a estação da gripe coincide com o período mais frio, entre os meses de maio e agosto. Inexplicavelmente, todavia, a doença – causada pelo mesmo vírus da gripe pandêmica suína de 2009 – já fez mais vítimas nos primeiros três meses de 2016 que em todo o ano de 2015, com mais de 40 óbitos registrados.

 

A gripe constitui-se doença infecciosa surpreendente. As epidemias e pandemias aparecem do nada causando desconforto para muita gente com sofrimento maior e perdas para algumas. Pessoas mais frágeis – crianças, gestantes, idosos e de qualquer idade com doença crônica adjacente – são as vítimas preferenciais, mas qualquer pessoa pode ser atingida. A cada ano entre 5% e 20% da população mundial é atingida.

 

O período das chuvas nas regiões Norte e Nordeste, concentradas especialmente no primeiro semestre de cada ano, é a estação preferida para a gripe por aqui. Todavia, neste ano a circulação do vírus tem sido menor, exceto nas últimas semanas, quando começam a surgir mais casos, alguns graves. Acredita-se que o surto deste ano se concentre nos próximos meses de abril e maio, com casos originários no Sul e Sudeste.

 

Os Centros de Controle de Doenças e Profilaxia (CDC) dos EUA e a Organização Mundial de Saúde recomendam a vacinação universal para a gripe, ou pelo menos das populações de maior risco, como se faz no Brasil, cuja campanha anual deverá começar no dia 30 de abril. Alguns aspectos da vacinação devem ser considerados: (1) a vacinação protege a maioria das pessoas não vacinadas, mas não todos; (2) o grupo vacinado não protegido em geral é o de maior risco para complicações da gripe; (3) quanto maior o número de pessoas vacinadas em uma família, escola, ou trabalho, menor a circulação do vírus: pessoa imunizada não hospeda e não transmite o agente de infecção e de doenças correspondentes, protegendo indiretamente aqueles não imunizados (protegidos).

 

Embora a lavagem das mãos, não tocar a boca, narinas e olhos com as mãos, não se aproximar de pessoas, não frequentar ambientes congestionados sejam cuidados úteis, em geral são impraticáveis em seu conjunto. Portanto, para a prevenção da gripe e suas complicações a saída é uma só: a vacinação imediata e do maior número possível de pessoas.

 

A ‘campanha de vacinação de idosos’ do SUS está programada para o período entre 30 de abril e 20 de maio. A CLIMEP (3181-1644) começou a vacinar ontem. Algumas pessoas não se vacinam porque acham que é caro, mas a vacinação anual da gripe não custa mais que a gasolina do carro, ou a cinema com pipoca do final de semana por apenas um mês.

 

A vacinação é indicada para pessoas de todas as idades a partir dos seis meses, seja para proteção pessoal e/ou porque não deseja ser agente disseminador do vírus entre seus familiares e/ou demais conviventes. A vacina empregada pela CLIMEP é a quadrivalente que protege para quatro diferentes cepas do vírus da gripe oferecendo 25% maior abrangência que a vacinação trivalente que será oferecida pelo SUS.

 

NBellesi, médico infectologista, CRM-PA 765, nbellesi@climep.com.br

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