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A OMS Anuncia Que A Mortalidade Infantil Diminuiu Mais Da Metade Desde 1990

Atualizado em: 02/11/2017 às 17h08

 

17set15 – A mortalidade infantil no mundo caiu para menos da metade do que era em 1990, de acordo com um novo relatório publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). De fato, as mortes de crianças menores de cinco anos diminuíram de 12,7 milhões em 1990 para 5,9 milhões em 2015. Este é o primeiro ano no qual o valor caiu para abaixo de 6 milhões.

 

As novas estimativas do Relatório sobre Níveis e Tendências da Mortalidade Infantil 2015 -realizado pelo Fundo para a Infância das Nações Unidas (UNICEF), a OMS, o Grupo do Banco Mundial, e o departamento de Assuntos Sociais e Econômicos de Nações Unidas (UNDESA)- mostram que, apesar de que o progresso foi substancial, 16 mil crianças menores de 5 anos continuam morrendo a cada dia.

 

Além disso, o texto revela que a queda de 53% na mortalidade de menores de 5 anos alcançada não é suficiente para cumprir com o Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (ODM) -oito propósitos de desenvolvimento humano estabelecidos em 2000 que os 189 países membros das Nações Unidas acordaram conseguir para este ano- de reduzir essas taxas em dois terços entre 1990 e 2015.

 

“Temos que reconhecer um enorme progresso global, especialmente desde 2000, momento em que muitos países triplicaram a taxa de redução da mortalidade de menores de cinco anos”, explicou Geeta Rao Gupta, diretora executiva adjutna da UNICEF”.

 

O relatório sugere que o maior desafio continua sendo no período próximo do nascimento. O 45% das mortes de menores de 5 anos ocorrem no período neonatal -durante os primeiros 28 dias de vida-, e as principais causas são prematuridade, pneumonia, complicações durante o parto, diarreia, sepse e malária. Além disso, quase a metade destas mortes estão associadas a desnutrição.

 

Não obstante, segundo os especialistas a maioria das mortes infantis são facilmente preveníveis mediante intervenções relativamente simples e disponíveis. Além disso, a taxa de redução poderia ser acelerada consideravelmente ao concentrar-se nas regiões com níveis mais altos -África subsaariana e Ásia meridional- e assegurar um enfoque orientado para os recém-nascidos.

 

“Sabemos como prevenir a mortalidade neonatal desnecessária. Com uma atenção de qualidade no momento do parto, assegurando o contato precoce pele/pele, a lactação materna exclusiva e um cuidado especial para os bebês pequenos e doentes, podem-se salvar milhares de vidas a cada ano”, afirmou Flavia Bustreo, subdiretora geral da OMS.

 

Assim, continuou Bustreo, “a Estratégia Mundial da Mulher, da Infância e da Saúde dos Adolescentes, que se apresentará na Assembleia Geral da ONU neste mês, será um importante catalisador para dar a todos os recém-nascidos a oportunidade de um começo saudável na vida”.

 

Não é igual nascer na Europa ou na África

O relatório destaca que a possibilidade de sobrevivência de uma criança é muito diferente dependendo do lugar onde nascer. A África subsaariana tem a maior taxa de mortes em menores de 5 anos no mundo com uma em cada 12 nascimentos -mais de 12 vezes superior à média de uma morte em cada 147 nascimentos nos países de altas receitas.

 

Entre 2000 e 2015, a região acelerou sua taxa anual de redução da mortalidade de menores de cinco anos para cerca de duas vezes e meia o que foi entre 1990 e 2000. De fato, apesar das baixas receitas, Eritrea, Etiópia, Libéria, Madagascar, Malawi, Mozambique, Níger, Ruanda, Uganda, Tanzânia cumpriram com a meta dos ODM.

 

Referências: OMS, Agencia Sinc

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