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O Processo de Vacinação na CLIMEP

Atualizado em: 25/02/2021 às 10h10

Vacinar é bem mais que simplesmente administrar vacina, o que por si só tem suas exigências; envolve processo bem definido que inclui várias etapas:

 

1 Avaliação da competência imunológica e alergológica do paciente.

 

Paciente imunocomprometido…

 

…não pode receber vacinas vivas sob risco de apresentar infecção vacinal, doença sistêmica grave, às vezes incurável, acrescida de complicações que não raramente levam ao óbito;

 

…muito mais amiúde que o paciente imunocompetente, não responde apropriadamente ao estímulo vacinal inativado rotineiro, permanecendo suscetível ao mal para o qual foi planejado o eliciamento da resposta imune / proteção, necessitando de avaliações e cuidados médicos particulares, além de aplicação de estratégia cocoon entre contatos mais próximos.

 

Paciente alérgico aos componentes vacinais…

 

…não pode ser vacinado com as vacinas que os contenham sob risco de complicação anafilática que, mesmo sob cuidados médicos apropriados e imediatos, representa importante risco de vida.

 

…sob grande risco de doença, ou suas complicações, evitáveis pela vacinação, somente poderá recebê-la mediante protocolo médico particular com os recursos materiais apropriados para o socorro na eventualidade de evento adverso anafilático.

 

2 Análise do estado vacinal / imunológico do paciente para infecções / doenças imunopreveníveis.

 

A elaboração e indicação do programa de vacinação do paciente dependem dos antecedentes de doenças imunopreveníveis (clínicos e/ou sorológicos) e de vacinações ou imunizações passivas, para evitar vacinações desnecessárias ou eventos adversos relacionados às aplicações supranumerárias protocolares (exemplos: reação de Arthus e angioedema com múltiplas injeções de toxóides diftérico-tetânico e vacina pneumocócica polissacarídica, respectivamente).

 

3 Indicação de vacinação(ões) no contexto do calendário de vacinação considerando a faixa etária, antecedentes mórbidos indicativos ou contraindicativos de vacinação e condição de saúde do paciente no momento da vacinação.

 

O calendário de vacinação constitui-se um roteiro para a obtenção da mais ampla e intensa proteção contra infecções / doenças imunopreveníveis de acordo com as vacinas disponíveis. Assim, os calendários de vacinação rotineira do Programa Nacional de Imunizações (PNI) incluem as vacinas eleitas pelo Programa, enquanto os calendários da Associação Brasileira de Pediatria e da Associação Brasileira de Imunizações, todas as vacinações licenciadas pela ANVISA no País, consideradas as faixas etárias, recomendando o uso daquelas mais seguras.

 

Paciente sob determinada condição de saúde pode ter a indicação de vacinação postergada, enquanto história de evento adverso com vacinação precedente poderá indicar cuidados especiais com a dose seguinte ou mesmo contraindicar o seu prosseguimento.

 

4 Orientação sobre o significado da vacinação, prescrição de cuidados pré-vacinais (como para evitar ou atenuar eventos adversos) e pós-vacinais para o controle de ocasionais eventos adversos.

 

O processo de vacinação inclui a orientação do paciente ou seu responsável sobre o que é a vacina, a que se destina, como se processa a vacinação, que resultados devem ser esperados, eventos adversos possíveis, e a prescrição de cuidados para a eventualidade dessas ocorrências.

 

5 Programação das vacinações seguintes respeitando a faixa etária e os intervalos indicados para cada vacinação em particular.

 

A vacinação é um processo contínuo que começa com a vacinação da mãe e dos familiares para o desenvolvimento da imunidade coletiva e da imunização passiva vertical do feto, prosseguindo com a vacinação do recém-nascido, do lactente, da criança, do adolescente, do adulto e do idoso. A etapa seguinte deve ser programada de tal forma que os melhores resultados das vacinações possam ser obtidos com a maior segurança e no menor tempo possível, considerando todas as variáveis pertinentes (idade, antecedentes, saúde atual, riscos ambientais, vacinas disponíveis etc).

 

6 Administração técnica das vacinas, o que exige grande atenção, habilitação e prática.

 

A maioria dos pacientes não gosta, tem medo de injeção e para que o desconforto seja mínimo e o paciente se sinta mais confortável e confiante para novas aplicações o profissional deve dispor de conhecimento, sensibilidade, habilidade, precisão e, mesmo, vocação para a técnica e arte da injeção de vacinas.

 

7 Registro das avaliações, vacinações realizadas e programadas, cuidados recomendados, eventos adversos, prescriçõespara o tratamento de eventos adversos.

 

A data de cada vacinação com o respectivo lote da vacina além de características pessoais do paciente como estado imunitário, alergia a componentes vacinais, antecedentes de eventos adversos, morbidades que aumentam o risco de doenças imunopreveníveis, entre outras informações devem ser e permanecer registradas, idealmente para toda a vida do paciente. Uma cópia dos principais itens registrados deve ser oferecida rotineiramente para o paciente.

 

8 Imediata intervenção na eventualidade de eventos adversos de caráter agudo alérgico, vascular, neurológico ou psicogênico.

 

Médico deve estar permanentemente disponível para acompanhamento pessoal ou virtual de todo o processo de vacinação. Embora vacinações constituam-se procedimentos muito seguros não são totalmente isentos de risco. Eventos adversos brandos e passageiros, relativamente frequentes, são atenuados com cuidados simples. Todavia, eventos adversos graves, felizmente muito raros, podem ocorrer necessitando, o paciente, especialmente na eventualidade de choque anafilático, de assistência médica imediata. Serviço de vacinação deve dispor de recursos mínimo para oferecer cuidados imediatos nessa eventualidade, enquanto paciente é removido para unidade de saúde de maior complexidade.

 

9 Acompanhamento de eventos pós-vacinais.

 

Eventos pós-vacinais podem estar ligados apenas temporalmente à vacinação, outras vezes constituindo-se eventos adversos da vacinação, o que pode ocorrer até várias semanas depois de sua administração.

 

O médico deve estar habilitado para discernir entre um e outro, o que nem sempre se constitui tarefa fácil. No primeiro caso o paciente deve ser orientado a consultar o seu médico assistente para os devidos cuidados. No segundo caso, confirmado o diagnóstico, prover adequado encaminhamento com vistas à completa recuperação do paciente.

 

Newton Bellesi, médico infectologista, alergologista e imunologista, CRM-PA 765, RQE 2483 e 5110, nbellesi@climep.com.br, 13nov2009.

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