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Instituto Butantan Espera Ter Vacina Contra Zika Em Até 5 Anos

Atualizado em: 02/11/2017 às 22h30

 

O ministro da Saúde, Marcelo Castro, anunciou nesta sexta-feira (15) que sua pasta vai dar apoio para que o Instituto Butantan desenvolva uma vacina contra a zika “em tempo recorde”, após reunião na entidade, em São Paulo, que discutiu parcerias internacionais para a produção da vacina.

 

Desde o início do monitoramento de casos de microcefalia no Brasil, foram registrados 3.530 casos suspeitos da malformação possivelmente ligados ao zika vírus em recém-nascidos. O dado foi divulgado pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira (12) em novo informe epidemiológico.

 

Diante da urgência da situação, o diretor do instituto, Jorge Kalil, calcula que o tempo recorde para que o instituto comece a realizar os primeiros testes em macacos é de um ano e que a vacina pode ser registrada em 3 a 5 anos.

 

“Se nós conseguirmos cortar todos os espaços, em três anos talvez a gente possa ter alguma coisa. Em vias normais, com algum atraso que eu possa ter, nós falamos em cinco anos. Isso em termos bastante rápidos”, disse Kalil.

 

No entanto, o diretor fez a ressalva de que ainda há uma série de dúvidas científicas quanto ao vírus e que, normalmente, uma vacina leva de 10 a 12 anos para ser desenvolvida. “É muito difícil precisar tempo quando a gente faz ciência, porque se soubéssemos a resposta não precisava fazer experimentação”, disse.

 

O instituto já estuda o zika e espera produzir a vacina a partir do vírus da dengue atenuado, que é trabalhado atualmente na vacina contra a dengue. Nele será inserido o gene que codifica para a proteína do zika. Este processo evita o tempo maior que demoraria para atenuar o próprio vírus zika. A entidade também espera passar mais rapidamente pelos entraves burocráticos, que segundo Kalil “sempre vão existir”.

 

O diretor foi aos Estados Unidos para prospectar parceria científica para o desenvolvimento da vacina. Uma possibilidade é estabelecer parceria com o NIH (Institutos de Saúde dos Estados Unidos), como ocorre no desenvolvimento da vacina contra a dengue.

 

“Hoje nós só temos uma arma para combater o vírus zika, que é destruindo os criadouros do mosquito Aedes aegypti. E esses criadouros estão na grande maioria dentro das residências. Para isso precisamos da mobilização de toda a sociedade. Mas sabemos que a vitória final contra o vírus zika só se dará quando nós desenvolvermos uma vacina contra essa enfermidade”, disse o ministro Marcelo Castro.

 

Teste rápido

O ministro também anunciou que o ministério distribuirá um teste de rápido diagnóstico que, a partir de uma coleta de sangue, poderá definir se uma pessoa está infectada com os vírus zika, dengue ou chikungunya.

 

Segundo ele, provavelmente o teste começa a ser distribuído no meio de fevereiro. O ministro não deu números, e se limitou a dizer que serão distribuídos “quantos forem necessários”. Um anúncio oficial desse novo método de diagnóstico deve acontecer neste sábado no Rio de Janeiro.

 

Dengue

Marcelo Castro afirmou que seu ministério ainda não decidiu se vai comprar a vacina contra a dengue da empresa francesa Sanofi, que já recebeu aprovação da Anvisa. “Mas a gente vê com muita esperança a vacina produzida pelo Butantan com associação com o NIH dos EUA, porque é uma vacina que tem uma cobertura imunológica bastante elevada e é uma dose só”, disse.

 

A vacina contra a dengue do Butatan, que está na fase final de testes, deve ficar disponível apenas em 2018. Já a da farmacêutica Sanofi recebeu aprovação da Anvisa em dezembro.

 

Fonte: Bem Estar

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