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Infectologista Alerta Para Incidência De Rotavírus Entre Crianças Em Belém

Atualizado em: 03/11/2017 às 00h22

A médica infectologista Andréa Beltrão disse ontem que há uma alta incidência de rotavírus no País com grande repercussão em Belém, sobretudo entre crianças na faixa etária de zero a cinco anos de idade. Com atuação nas redes de saúde pública, e privada, em Belém, ela enfatizou a importância de se adotar medidas básicas de prevenção, a exemplo da higiene das Mãos, que pode ser feita com água e sabão ou álcool gel, principalmente antes das refeições e após o uso banheiro. Além disso, incentivou o consumo de alimentos bem higienizados e água tratada.

 

O rotavírus é uma doença causada por sete tipos diferentes de sorotipos que são antigêncios diferentes, (o antigêncio está relacionado à capacidade de produção de um anticorpo), mas da mesma espécie microbiana. Porém, apenas três infectam o ser humano. “Os principais sintomas são diarréia; que pode levar a desidratação, vômitos e febre”, afirmou Andréa Beltrão.

 

Ela explicou que a transmissão da rotavirose pode ser fecal-oral e afirmou que a infecção pelo rotavírus é a causa mais comum de diarréia grave e de desidratação. Ela disse também que a grande maioria dos casos ocorre antes dos cinco anos de vida. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o rotavírus responde por cerca de 70% das internações e por 20% a 30% dos óbitos por diarréia.

 

Sobre o quadro atual da incidência do vírus em Belém, a médica não tinha números para precisar uma eventual estatística, mas assegurou que há uma alta incidência em Belém nestas últimas semanas. Ela afirmou, inclusive, que além da contaminação pelo rotavírus, sobretudo de crianças, há a circulação em Belém do norovírus, vírus que pode ser transmitido através da ingestão de alimentos crus manipulados por mãos infectadas e principal causador de gastroenterite em adultos.

 

O rotavírus foi detectado pela primeira vez no Brasil em 1976.0 doutor Alexandre Linhares, do Instituto Evandro Chagas, de Belém, esteve à frente de estudos epidemiológicos e clínicos para o desenvolvimento de vacina, quando o vírus foi isolado em cerca de 46% das crianças menores de três anos.

 

A ocorrência de diarreias por rotavírus em geral exibe um pico nos meses mais secos, com maior intensidade de julho a setembro. Apesar de numerosas, as ocorrências não permitem configurar um surto de grandes proporções, embora haja a necessidade de prosseguir no contínuo monitoramento, inclusive dás amostras virais circulantes. O Instituto Evandro Chagas, na condição de Laboratório Nacional de Referência para rotavírus procede à vigilância sistemática das diarreias por rotavírus, além de levar a efeito estudos epidemiológicos e ensaios clínicos com vacinas.

 

O IEC foi a única instituição no País a participar dos estudos com uma vacina contra rotavírus, introduzida no calendário de imunizações em março de 2006. Desde então, mostra-se notória a redução das hospitalizações e óbitos por diarreia em todo o País, o que denota o impacto da vacina em termos de saúde pública. Recentes análises levadas a efeito pelo IEC revelaram que a vacina contra rotavírus determinou, em anos recentes, reduções de 70% e 30% nos óbitos e hospitalizações por diarreia, respectivamente, entre crianças com idades inferiores a um ano, as mais vulneráveis a quadros graves.

 

Ainda não há uma vacina contra norovírus e casos esporádicos ou surtos ocasionais ocorrem com relativa frequência. O IEC ora realiza um estudo epidemiológico precursor de testes com uma possível vacina contra norovírus, com o propósito fundamental de dimensionar o impacto da doença em crianças hospitalizadas ou atendidas no âmbito ambulatorial. Com o advênto da vacina contra rotavírus, os norovírus gradualmente passam a assumir a vanguarda como principal causa de gastrenterite aguda que requer hospitalização.

 

A vacina contra o rotavírus pode ser encontrada na CLIMEP. Para mais informações, ligue 3181-1644.

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