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IMUNIZAÇÃO MATERNA: A IMPORTÂNCIA DE SE VACINAR PARA PROTEGER O SEU BEBÊ AINDA NO ÚTERO

Atualizado em: 26/07/2019 às 16h01

Assim que a mulher descobre que está grávida, tudo muda de repente. O teste deu positivo, você contou a notícia para a família toda e agora sonha com o momento em que poderá conhecer seu filho. Mas junto com todas as emoções, chegam também as dúvidas. Você sabia que existem vacinas que são especialmente recomendadas enquanto estiver grávida? E algumas mães, por medo ou falta de informação, desconhecem a importância de colocar a caderneta de vacinação em dia durante a gestação.

 

Pode parecer um assunto pequeno, em meio a tantas preocupações, mas as vacinas tomadas durante a gestação protegem a mãe e também podem ajudar a proteger o bebê durante os primeiros meses de vida contra doenças como a difteria, tétano, coqueluche, gripe e hepatite B.

 

“A vacinação durante a gravidez é um momento muito importante tanto para a mulher quanto para o bebê. Durante a gestação, a mãe que toma a vacina passa a produzir uma série de anticorpos, que é o nosso mecanismo de defesa. A mãe é capaz de transferir os anticorpos ao bebê enquanto ele ainda estiver no útero, conectado à placenta, e também depois, através da amamentação”, explica a pediatra Bárbara Furtado (CRM-RJ: 72109-3), mãe de Henrique e Rafael, gerente médica de vacinas da GSK.  Esse cuidado é muito importante pois os bebês irão nascer com esses anticorpos que podem protegê-los nos primeiros meses de vida, até que completem seu esquema vacinal primário.

 

Uma das doenças que podem acometer principalmente os bebês abaixo de 6 meses é a coqueluche. Até completar essa idade, o bebê fica mais suscetível à doença porque só recebe a primeira dose do esquema primário da vacina que protege contra a doença aos 2 meses. “O maior número de casos da doença que geram complicações aparecem nos três primeiros meses de vida do bebê”, explica Bárbara.

 

Além disso, as mães são a principal fonte de transmissão da doença para bebês em aproximadamente 39% dos casos. “A mãe normalmente é a pessoa que fica mais próxima durante os primeiros meses de vida do bebê. Em cerca de 39% dos casos, é a mãe que passa a bactéria para o filho porque está em contato direto com ele. Mas qualquer pessoa que seja próxima do bebê, como irmãos, pais, avós ou babás, podem estar transmitindo a coqueluche”, diz a especialista. Isso porque a coqueluche é uma doença respiratória transmitida através de gotículas eliminadas ao tossir, espirrar ou falar.

Sem medo da vacina

 

Como mãe, você deseja sempre o melhor para o seu filho e é natural ter dúvidas sobre a vacinação. Mas é importante saber que a imunização materna funciona como um ato de proteção.  “A gestação é um momento muito especial e as mulheres têm medo de fazer algo errado que possa prejudicar o bebê de alguma forma. Muitas mães têm medo de se vacinar e acham que não precisam enquanto estão grávidas. Mas a imunização materna é um ato de proteção para o bebê, que ainda não tem anticorpos suficientes para se proteger sozinho. A vacinação protege a mãe, mas principalmente o bebê, transferindo uma forma de defesa ao recém-nascido”, explica Bárbara.

 

Além disso, em relação às vacinas inativadas que protegem contra a difteria, tétano e coqueluche, são usados somente partes das bactérias já mortas e não apresentam riscos de causar infecção na gestante e no bebê. “Chamamos de vacinas inativadas. As bactérias não estão vivas e não têm capacidade de infecção. No geral, não há relatos de eventos adversos graves na mãe ou no bebê, e os efeitos adversos mais comuns da vacina são vermelhidão, inchaço e dor no local da aplicação”, diz a especialista.

 

Quais vacinas a grávida deve tomar?

 

 Ao longo da vida, precisamos tomar uma série de vacinas. E no caso da gestante, existem algumas vacinas que precisam ser repetidas a cada gestação. Uma delas é a vacina que previne contra difteria, tétano e coqueluche (dTpa).

 

A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) e o Programa Nacional de Imunizações (PNI) recomendam que a dose da vacina dTpa seja repetida a cada gestação.  “Na vacina da coqueluche, por exemplo, os anticorpos ficam circulando na corrente sanguínea por 2 a 3 anos. Então é preciso reforçar essa proteção da mãe e aumentar a passagem de anticorpos para o bebê”, explica Bárbara. Confira a lista:

 

  • Hepatite B – 3 doses, de acordo com a situação

 

  • Dupla Adulto (DT) (previne da difteria e tétano) – 3 doses, de acordo com a situação vacinal.

 

  • dTpa (Tríplice bacteriana acelular do tipo adulto) – previne da difteria, tétano e coqueluche – Uma dose a cada gestação a partir da 20ª semana de gestação ou no puerpério (até 45 dias após o parto).

 

  • Influenza (protege contra a gripe – Dose única anual).

 

Bons hábitos de higiene, como cobrir a boca e o nariz ao tossir e espirrar e lavar as mãos com água e sabão, também ajudam a evitar a transmissão da coqueluche. Procure seu médico para maiores informações.

 

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