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HPV na gravidez: veja se há riscos ao bebê ou ao parto

Atualizado em: 06/11/2020 às 09h48

O HPV (papilomavírus humano) é a infecção sexualmente transmissível mais comum nos Estados Unidos, de acordo com o Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

 

Cerca de 80% das pessoas serão portadoras do HPV em algum momento de suas vidas. Isso ocorre porque existem mais de 150 variedades diferentes de HPV. Muitos deles normalmente não causam problemas e irão embora sem tratamento, fazendo com que poucas pessoas descubram que são portadoras.

 

Entretanto, o HPV geralmente não causa problemas na gravidez, e nem afeta a saúde do seu bebê.

 

O que acontece é que as alterações hormonais e da imunidade, características dessa fase, podem fazer as verrugas decorrentes do vírus crescerem mais rápido do que o normal.

 

Estas não precisam ser tratadas, a menos que sejam especialmente grandes ou incômodas. Se for este o caso, o seu médico poderá removê-las com segurança.

 

Caso o HPV afete suas células do colo uterino e as altere, seu médico pode esperar para tratá-la depois do parto. Assim que seu bebê nascer, você fará novos exames e, se ainda estiver com células anormais, deverá tratá-las.

 

Um dos tratamentos para lesões no colo uterino causadas pelo vírus é a Cirurgia de Alta Frequência (CAF), procedimento cirúrgico que pode ser utilizado para remover células anormais do colo do útero. Ele vem sendo empregado em todo o mundo pelas vantagens de baixo custo, possibilidade de realização em consultório/ambulatório, com taxa de sucessos.

 

Embora a maioria das mulheres não tenha problemas, com a CAF há um mínimo aumento no risco de partos prematuros e de ter um bebê com baixo peso ao nascer, ocorrendo em apenas em 5% dos casos.

 

Parto com HPV

 

Em termos gerais, nenhuma ligação foi encontrada entre o HPV e aborto, parto prematuro ou outras complicações da gravidez.

 

Às vezes, grandes verrugas podem causar sangramento durante o parto, mas raramente podem crescer o suficiente durante a gravidez para bloquear o canal vaginal ou dificultar o parto em si. Se isso acontecer, seu médico provavelmente recomendará uma cesariana.

 

Há chances de transmitir o HPV para o seu bebê durante a gravidez ou parto, mas é muito improvável. Mesmo que os bebês contraiam o vírus, seus corpos geralmente eliminarão por conta própria.

 

Em casos raros, as verrugas genitais podem ser transmitidas ao bebê. As verrugas podem se desenvolver na laringe ou nas cordas vocais do recém-nascido, quadro chamado de papilomatose respiratória, que requer tratamento.

 

Vacina de HPV na gravidez

 

De acordo com o CDC, a vacina contra o HPV não demonstrou ter efeitos negativos durante a gravidez. No entanto, os dados são limitados sobre a vacinação no período. Portanto, recomendam adiar a vacinação até depois do parto.

 

Para além da prevenção, é importante lembrar que não há cura para o HPV, não havendo nenhum medicamento disponível para tratar o vírus em si.

 

Fonte: Karina Tafner, ginecologista e obstetra; médica assistente do ambulatório de reprodução assistida da Santa Casa (FCMSCSP); especialista em endocrinologia ginecológica e reprodução humana pela Santa Casa; especialista em reprodução assistida pela FEBRASGO

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