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Gripe H3N2 Cresce Em Pernambuco. Vacinação Previne A Doença.

Atualizado em: 03/11/2017 às 19h59

A explosão de casos da gripe H3N2 alerta para um ano de atenção a este tipo de influenza que não teve circulação em 2016. No Recife, até 4 de março, foram 16 casos positivos do quadro leve de H3N2 e 11 de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) contra nenhum ocorrência em 2016.

 

Aliado à ocorrência de H3N2, a Capital também verifica um aumento de 4,4% nas ocorrências ambulatoriais de síndrome gripal e aumento de 7,5% para SRAG em geral. A Secretaria Estadual de Saúde (SES) também confirmou que até a metade de fevereiro o vírus ainda teve formas graves confirmadas em Jaboatão, Goiana e Barreiros. Em todo ano passado, Pernambuco teve dois casos de SRAG por H3N2 e um de síndrome gripal.

 

A gerente de Vigilância Epidemiológica do Recife, Natália Barros, comentou que as influenzas de forma geral têm uma sazonalidade, ou seja, estão relacionadas a épocas do ano e para determinados tipos de circulação viral. Contudo, a gestora disse que o aumento de casos de H3N2 surpreendeu, assim como o adoecimento por gripes de forma geral ainda no verão. “Em 2016 tivemos mais a influenza H1N1 e agora a H3N2.

 

O Recife e Pernambuco não têm registro até o momento de óbitos relacionados a este vírus, mas o Brasil já soma 13 mortes. Natália Barros explicou ainda que partes dos pacientes que tiveram resultado positivo para o H3N2 na Capital relataram viagens recentes a locais onde o vírus tem maior circulação, como África e Arábia.

 

O virologista da Fiocruz Pernambuco, Lindomar Pena, explicou que clinicamente o H1N1 e o H2N3 são indistinguíveis, sem exames laboratoriais que os diferencie. Contudo, enquanto o H1N1 que circula desde 2009 tem um arranjo triplo de genes de origem suína, humana e aviária, o H3N2 é totalmente humano. Ele destacou ambos precisam de atenção médica e antirretroviral específico porque abrem portas para infecções bactérias secundárias, que podem levar a morte.

 

No Brasil já são 243 casos de H3N2 ligados à síndrome gripal, 98 de síndrome respiratória aguda grave até 18 de março. Em 2016, os números das duas apresentações somaram apenas 11 casos no mesmo período. O Ministério da Saúde esclareceu que as vacinas de gripe já trazem a imunização contra a H3N2, H1N2 e Influenza B, conforme preconiza a OMS. Anualmente, o que pode mudar são as cepas da composição das doses.

 

Os grupos mais vulneráveis para o H1N1 e H3N2 são os mesmo. Pessoas com 60 anos ou mais, gestantes, mulheres com até 45 dias pós-parto, crianças de 6 meses a menores de 5 anos, doentes crônicos, trabalhadores da saúde e populações indígenas são prioritárias para a vacinação.

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