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Entenda As Hepatites Virais

Atualizado em: 02/11/2017 às 17h22

 

As hepatites virais consistem em uma das principais causas do câncer de fígado e devem ser motivo de atenção da população. O alerta é do médico Venâncio Avancini Ferreira Alves, membro da Sociedade Brasileira de Patologia (SBP). Essas doenças são divididas em hepatites A, B, C, D e E, com diferentes formas de transmissão. “As hepatites A e E têm preferencialmente transmissão por água e alimentos contaminados, sendo comuns em surtos presentes em bairros ou escolas, principalmente em condições precárias de higiene. As hepatites B, C e D, por sua vez, são principalmente adquiridas por transfusões, compartilhamento de seringas ou por contato direto, especialmente sexual”, conta.

 

Principais sintomas

Alves, que também é professor titular do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), explica que as manifestações clínicas desse tipo de infecção são presença da cor amarela na pele, mucosas e olhos (icterícia), coloração muito forte na urina (colúria), fezes muito claras (acolia fecal) e fraqueza, além de outras manifestações sistêmicas.

 

“Vale lembrar que a hepatite crônica é uma doença silenciosa, de evolução lenta e que, na maior parte dos casos, é assintomática inicialmente. Essas manifestações ocorrem em estágios mais avançados, quando o paciente já evolui, por vários anos, para um quadro de cirrose, quando há o comprometimento funcional parcial ou total do fígado. O câncer de fígado pode se desenvolver principalmente nas fases avançadas, como complicação da cirrose”, comenta o especialista.

 

Estratégia de prevenção

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o câncer de fígado é um dos mais comuns entre homens, com 7,5% do total de casos entre o sexo masculino. É também um dos que mais matam, devido ao diagnóstico tardio ou dificuldade no tratamento. A prevenção da hepatite é uma medida valiosa na prevenção desse tipo de câncer.

 

No caso da hepatite B, já há vacinas disponíveis. Para a hepatite C, por sua vez, ainda não há vacinação, apenas medidas preventivas eficientes na triagem realizada nos bancos de sangue e derivados, reduzindo a níveis mínimos a transmissão por transfusões. Assim, além de muitos casos sem causa conhecida, hoje a principal forma de transmissão parenteral é a partilha de agulhas por usuários de drogas injetáveis, não sendo relativamente frequente a transmissão em relações sexuais.

 

“Nos casos de hepatites crônicas, já instaladas por muito tempo, a prevenção toma a forma do tratamento antiviral. Eliminar os vírus e reduzir a evolução do dano arquitetural para cirrose é a medida mais importante para a prevenção de possível surgimento do carcinoma de fígado”, conta Alves.

 

Atenção constante

Tanto nas causas virais quanto nas demais doenças crônicas hepáticas, ao ser constatada a cirrose é fundamental a prevenção e tratamento de suas complicações próprias, como desenvolvimento de varizes venosas, ascite e insuficiência hepática, causadoras de muitas mortes.

 

“Além desses cuidados e do tratamento eficiente da doença original, a grande esperança reside na vigilância para detecção precoce do câncer do fígado, já efetuada em alguns dos principais centros especializados, com avaliação clínica e ultrassonografia repetida a cada seis meses. Um grande esforço precisa ser feito para que tais medidas sejam estendidas para toda a comunidade de pacientes infectados pelos vírus das hepatites”, finaliza.

 

Como se vacinar na Climep?

A vacina contra a hepatite A pode ser feita a partir do 1º ano de vida, procedida em duas dose, sendo a segunda após 6 meses da primeira. Não está presente no calendário oficial do Programa Nacional de Vacinações, sendo oferecida em clínica particular. Todas as crianças, profissionais que lidam com crianças, bem como profissionais que manipulam alimentos e que trabalham em lavanderias de hospitais, têm indicações bem estabelecidas, mas qualquer pessoa que nunca teve a doença, pode se vacinar.

 

A vacina contra hepatite B é feita em 3 doses com início logo após o nascimento, aplicadas da seguinte forma: a primeira no dia 0, a segunda no dia 30 e a terceira no dia 180, a contar da primeira. Já faz parte do calendário oficial das gestantes, para evitar a contaminação para o feto.

 

A vacinação que associa os vírus inativados, hepatite AB, é preferível à vacinação com cada um deles separados, por reduzir pela metade o número de injeções, e também o seu custo. É procedida com 3 doses, seguindo o mesmo esquema da vacina isolada para hepatite B.

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