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Ensaios De Suplementação De Vitamina D E Cálcio Com Resultados Esqueléticos E Não Esqueléticos

Atualizado em: 02/11/2017 às 12h15

A insuficiência de vitamina D está associada a muitos transtornos, levando a indicações generalizadas de suplementação. Alguns pesquisadores sugerem ser necessários mais ensaios clínicos para testar o efeito da vitamina D sobre os transtornos.

Procedeu-se a uma meta-análise sequencial de ensaios clínicos randomizados e controlados sobre suplementos de vitamina D, com ou sem cálcio, para pesquisar o possível efeito de ensaios futuros sobre o conhecimento atual. Foi feita a estimativa dos efeitos da suplementação de vitamina D sobre o infarto do miocárdio ou a doença cardíaca isquêmica, acidente vascular cerebral ou doença cerebrovascular, câncer, fratura total, fratura de quadril e mortalidade em análises sequenciais de ensaios com base no limiar de redução de risco de 5% para mortalidade e de 15% para outros desfechos.

A estimativa do efeito referente à suplementação de vitamina D com ou sem cálcio para infarto do miocárdio ou doença cardíaca isquêmica (nove ensaios, 48.647 pacientes), acidente vascular cerebral ou doença cerebrovascular (oito ensaios, 46.431 pacientes), câncer (sete ensaios, 48.167 pacientes) e fratura total (22 ensaios, 76.497 pacientes) ficou dentro do limite de futilidade, o que indica que a suplementação de vitamina D não altera em 15% ou mais o risco relativo de nenhum desses desfechos. A suplementação de vitamina D isoladamente não reduziu as fraturas de quadril em 15% ou mais (12 ensaios, 27.834 pacientes). A vitamina D coadministrada com cálcio reduziu as fraturas de quadril em indivíduos internados (dois ensaios, 3.853 pacientes), mas não alterou em 15% ou mais o risco relativo de fratura de quadril em indivíduos residentes na comunidade (sete ensaios, 46.237 pacientes). Há dúvidas quanto ao fato de a vitamina D, com ou sem cálcio, reduzir o risco de morte (38 ensaios, 81.173).

Os resultados sugerem que a suplementação de vitamina D com ou sem cálcio não reduz em mais de 15% os resultados esqueléticos ou não esqueléticos em indivíduos residentes na comunidade não selecionados. Futuros ensaios com modelos semelhantes provavelmente não alterarão estas conclusões.

Fonte: Resumido de Bolland MJ, Grey A, Gamble GD, Reid IR

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