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Doenças E Mortes De Pacientes Cardíacos Podem Ser Evitadas Por Vacinações

Atualizado em: 02/11/2017 às 11h56

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) infecções broncopulmonares constituem-se a segunda causa mais comum de morte, logo após as doenças cardiocerebrovasculares (infarto, AVC…), mais frequentes, mesmo, que o câncer. A cada ano cerca de seis milhões de indivíduos morrem nos EUA e três milhões no Brasil em consequência de pneumonia, dois terços das quais causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae (pneumococo), que também causa otite, sinusite, meningite, sepse (infecção generalizada). Para cada 100 casos de pneumonia ocorrem 10 de sepse e um de meningite.

As doenças pneumocócicas acometem principalmente indivíduos das faixas extremas da vida (crianças pequenas e adultos partir dos 40 anos de idade) e, indivíduos de qualquer idade, quando sofrem de doenças crônicas. A chance de doença pneumocócica muito grave é, por exemplo, 11 vezes maior entre pacientes cardíacos que em indivíduos saudáveis.

Mesmo com os avanços do tratamento antibiótico a mortalidade por pneumonia tem-se mantido estável nos últimos 60 anos permanecendo entre 12% e 13% quando o paciente é diagnosticado e tratado correta e prontamente. Este fato indica que existem fatores inerentes ao paciente e ao pneumococo que condicionam evolução clínica desfavorável a despeito do correto emprego do antibiótico.

A vacinação para a prevenção de doenças é prática consagrada universalmente. A OMS atribui à vacinação o segundo mais importante recurso para a prevenção de doenças, morte e sofrimento, logo depois da água potável, sendo considerado um dos fatores que mais vem contribuindo para o aumento da expectativa de vida (que passou de 40 anos antes da II Guerra a quase 80 nos dias atuais).

De acordo com o doutor Márcio Kalil, renomado médico cardiologista da Associação Brasileira de Cardiologia,“As evidências demonstram a redução do risco de eventos e de agravos nos pacientes cardíacos vacinados levando a uma efetiva redução da morbidade e da mortalidade. A orientação de se vacinar pacientes cardiopatas está recomendada em diretrizes brasileiras. O cardiologista, no entanto, não tem a percepção da necessidade de vacinar os pacientes. A realidade da clínica está longe do conhecimento sedimentado com relação ao emprego da vacinação como estratégia de prevenção de doenças cardiovasculares.”

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