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Desconhecida Por 55% Da População, DPOC Mata 40 Mil Por Ano

Atualizado em: 02/11/2017 às 22h04

 

Um em cada dois brasileiros nunca ouviu falar da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), enfermidade que atinge 7 milhões de pessoas no país e é a 4ª causa de morte no mundo. Aumentar o conhecimento da população sobre o assunto é o principal objetivo do Dia Mundial de Combate a DPOC, 18 de novembro. Causada principalmente pelo tabagismo, a DPOC leva à dificuldade de respirar e ao cansaço progressivo e constante, impossibilitando uma série de atividades de rotina.

 

Na pesquisa nacional Panorama da Saúde Respiratória do Brasileiro¸ encomendada ao Ibope pela Boehringer Ingelheim do Brasil, 55% dos entrevistados disseram não saber nada a respeito da DPOC. O Dr. Mauro Gomes, Diretor da Comissão de Infecções Respiratórias da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, destaca que “este dado é muito preocupante visto que o diagnóstico precoce é fundamental para o tratamento adequado da doença que, anualmente, causa cerca de 40 mil mortes no Brasil. Aos primeiros sinais de cansaço, tosse, pigarro e falta de ar contínuos é recomendável buscar ajuda de um especialista. Estes sintomas são comumente confundidos com sinais do envelhecimento, fazendo com que o diagnóstico preciso seja feito quando o pulmão do paciente já está bastante comprometido”. Segundo o pneumologista, além dos sintomas mencionados, outros sinais  comuns são: produção de catarro e limitação para exercícios físicos simples, como subir escadas, caminhar, trocar de roupa e até comer.

 

Ainda de acordo com o levantamento, 40% dos entrevistados que disseram conhecer a DPOC indicaram a depressão como uma das principais consequências da doença. Para o Dr. Mauro, o aprisionamento e a falta de condicionamento pulmonar e físico acabam provocando  um quadro depressivo que debilita ainda mais a saúde do paciente. “Por isso, conseguir com que o diagnóstico seja feito logo no início da doença, trabalhar para controlar os sintomas e desenvolver um programa de exercícios e de reabilitação pulmonar com atividades simples como caminhada, natação ou com qualquer atividade  que faça  a pessoa se sentir melhor, é muito importante para melhorar qualidade de vida da pessoa”, alerta o especialista.

 

Outros números reiteram a relevância da conscientização sobre o tema. 87% dos entrevistados que disseram conhecer DPOC consideram a doença como “grave” e afirmam que é preciso reforçar essa mensagem à população. Na última década, a média de gastos com internações por DPOC chegou a R$ 100 milhões, o dobro investido nos anos 1990 – o que indica a crescente incidência da doença e preocupação com esta questão de saúde pública.

 

Sobre a pesquisa PANORAMA DA SAÚDE DO BRASILEIRO

Para entender melhor o panorama da saúde respiratória do brasileiro, a Boehringer Ingelheim do Brasil, encomendou ao Ibope a coleta de dados de uma pesquisa nacional com pessoas de diferentes classes, gêneros e localidades. O principal objetivo era realizar um levantamento sobre o quanto a população conhece as doenças respiratórias, suas percepções sobre sintomas, tratamentos e impacto nas atividades de rotina, além de saber mais sobre o comportamento de quem respondeu apresentar alguma(s) dessas doenças. A pesquisa, feita com 2.010 pessoas  entre maio e junho de 2015, demonstrou que 44% dos brasileiros apresentam sintomas respiratórios (tosse, falta de ar, chiado no peito, coriza) que, geralmente, são percebidos como manifestações de doenças como asma, bronquite, DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica).

 

Fonte: ORMNews

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