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Casos De Caxumba Batem Recorde No Estado De São Paulo

Atualizado em: 03/11/2017 às 19h33

São Paulo alcançou neste ano o maior número de casos de caxumba em uma série histórica desde 2001: 4.193. Pessoas entre 15 e 30 anos são as mais atingidas. Especialistas dizem que a vacinação protege contra a doença.

 

O número se refere ao período de janeiro até o último dia 8. Em 2007, no recorde anterior, registraram-se 3.426 casos. Em todo o ano passado, 707. Entre as nove cidades da Baixada Santista, seis delas tiveram surtos de caxumba neste ano (quando há mais de um caso em um mesmo local). Até o ano passado, a doença não preocupava nesses municípios. Bertioga, Cubatão e Peruíbe não enviaram dados.

 

Uma estudante de 16 anos, moradora de Santos, mas que estuda em São Vicente, está afastada da escola desde o dia 15 por causa da caxumba, com o pescoço muito inchado. Sob anonimato, relata que, “na minha classe, ninguém mais teve caxumba”.

 

Prevenção

De acordo com especialistas, a melhor forma de prevenção é a vacina. O Ministério da Saúde oferece a vacina para pessoas entre 1 e 49 anos, que são as mais vulneráveis. “Quem não tomou a segunda dose que tome”, afirma a infectologista Nancy Bellei.

 

O também infectologista Evaldo Stanislau tem a mesma opinião. “A solução é vacinar”, diz ele, categoricamente, alertando que gestantes não podem tomar as doses. “Do ponto de vista técnico, se indica reforçar a vacina nessa faixa etária (dos 15 aos 30 anos)”, menciona o médico Ricardo Hayden.

 

Motivo

A explicação para o aumento de casos está na vacinação. Até 2003, a imunização era feita com apenas uma dose. A partir de então, a forma de vacinar mudou, e as pessoas passaram a tomar duas doses – ficando, portanto, mais protegidas.

 

A primeira dose chama-se tríplice viral e inclui proteção contra rubéola, sarampo e caxumba. A segunda é a tetra viral, que imuniza da catapora.

 

A médica Nancy Bellei diz, ainda, que pessoas mais velhas viveram em uma época que havia circulação do vírus. Por isso, já tiveram a doença e estão protegidas.

 

“Quando se negligenciam algumas doses, o vírus volta a circular. É o que estamos vivenciando: a diminuição da imunidade, a perda do efeito manada”, explica Evaldo Stanislau.

 

“Uma parte desses anticorpos (colocados no organismo pela vacina) se perde com o tempo. Não é uma vacina que provoca imunidade duradoura”, conclui Ricardo Hayden.

 

A caxumba é transmitida por gotículas de saliva em espirros ou talheres contaminados, por exemplo. A doença se caracteriza por inchaço em um ou nos dois lados do pescoço (glândulas parótidas), febre, dor de cabeça e no corpo.

 

“É uma doença bastante desagradável, com potencial de criar problemas quando atinge os testículos. Pode levar, até, à esterilidade”, completa Hayden. Os sintomas, entretanto, demoram até 25 dias para se manifestar, o que faz com que pessoas não saibam que estão com o vírus.

 

Fonte: A Tribuna

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