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Atualizado em: 02/11/2017 às 14h34

 

Em 29 de abril de 2015 a Região das Américas foi declarada a primeira do mundo a ser declarada livre da transmissão endêmica da rubéola, uma doença viral contagiosa que pode causar múltiplos defeitos ao nascer e até morte fetal se contraída por uma mulher durante a gestação. O esforço de 15 anos na vacinação contra sarampo, rubéola e caxumba em todo o continente culmina neste resultado histórico, que se une a outros similares como a eliminação da varíola, em 1971, e da poliomielite, em 1994, nos quais o Continente Americano também foi o primeiro em nível mundial. A eliminação da rubéola e da síndrome da rubéola congênita foi declaração por um comitê internacional de especialistas na semana passada. O comitê revisou as evidências epidemiológicas fornecidas pela OPAS/OMS e por seus Estados-Membros, concluindo que não há mais evidência da transmissão endêmica dessas doenças por cinco anos consecutivos, o que ultrapassa o requerimento de três anos para a declaração de que uma doença está eliminada. O comitê destacou, ainda, que espera ter condições de declarar a eliminação do sarampo em um futuro próximo.

 

A Diretora da OPAS, Carissa F. Etienne, disse que este é um resultado histórico que reflete a vontade coletiva dos países de nossa Região de trabalharem juntos para alcançar metas ambiciosas de saúde pública. Comentou, ainda, que estes resultados provam o valor da vacinação e quão importante é fazer com que as vacinas estejam disponíveis nos lugares de mais difícil acesso. Esta batalha durou mais de 15 anos, mas o resultado é considerado um dos mais relevantes do continente e de grande importância para a saúde pública do século XXI.

 

A Diretora-Geral da OMS, Margaret Chan, felicitou as Américas afirmando que há três anos os governos acordaram um Plano de Ação Global de Vacinas, sendo que uma das metas era eliminar a rubéola nas Regiões da OMS até o final de 2015.

 

A rubéola causou surtos generalizados em toda a América antes da introdução da vacina. O vírus causa infecções leves ou assintomáticas em crianças e adultos, mas quando a doença ocorre em uma mulher gestante pode causar aborto involuntário ou a síndrome de rubéola congênita, que implica má formação congênita como cegueira, surdez e problemas cardíacos.

 

Antes da vacinação em massa contra a rubéola, estima-se que a cada ano nasciam entre 16.000 e mais de 20.000 crianças com síndrome da rubéola congênita na América Latina e no Caribe, com mais de 158.000 casos de rubéola registrados somente em 1997. Nos Estados Unidos, cerca de 20.000 crianças nasceram com a síndrome da rubéola congênita durante o último maior surto da doença (1964-1965).

 

Em um esforço pan-americano, os programas de imunizações de cada país adotaram de forma generalizada a vacina tríplice viral  contra o sarampo, a rubéola e a caxumba, e se comprometeram, em 2003, com a meta de eliminar a rubéola até 2010. No fim dos anos 90, países do Caribe de língua inglesa foram os pioneiros no uso de campanhas massivas de vacinação contra a rubéola, direcionadas a adolescentes e adultos. Com o apoio da OPAS/OMS e do fundo rotatório para a compra de vacinas (que ajuda países a adquirirem vacinas a preços mais baixos), cerca de 25 milhões de adolescentes e adultos em 32 países e territórios foram vacinados entre 1998 e 2008. Só o Brasil vacinou, em 2008, aproximadamente 70 milhões de homens e mulheres entre 12 e 39 anos de idade.

 

Fonte: http://www.paho.org

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